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São apenas 106 dias de Gávea (pouco mais de três meses) desde a estreia, porém Reinaldo Rueda já foi batizado como rubro-negro e, principalmente, apresentado à famosa pressão da torcida do Flamengo. Encarou barras como o drama de Muralha, que caiu drasticamente de rendimento após um bom 2016, o vice da Copa do Brasil, lesões dos goleiros, doping de Guerrero e até protesto no Ninho.

Neste pouco tempo, melhorou erros da defesa, conseguiu triunfos importantes em clássicos contra Botafogo e Fluminense, além de ter dado tempo de jogo e espaço para Vinicius Junior e, especialmente, Lucas Paquetá.

Nesta quinta-feira, estará pela primeira vez comandando um clube brasileiro no país onde nasceu. O técnico colombiano, com o Flamengo, tentará eliminar o Junior Barranquilla, a partir das 22h30 (de Brasília), no Estádio Metropolitano, para ir à final da Sul-Americana. E, em casa, todo mundo se sente abraçado.

- Essa é a responsabilidade de cuidar de um projeto como em um clube como o Flamengo. Creio que tem sido super intenso. Um jogo a cada 72 horas com pouca possibilidade de trabalho, só viajar, recuperar, jogar, recuperar, recuperar, jogar, recuperar... Qualquer equipe do mundo que perde dois titulares sofre. Perdemos seis. Temos perdido jogos por erros individuais, não passaram por cima de nós. Não sei se tem outra equipe no mundo capaz de suprotar o que o Flamengo suportou e ninguém passou por cima. Tivemos alguns momentos difíceis, mas o Flamengo mantém a ordem - disse Rueda nesta quarta-feira.

A volta à Colômbia, além de lhe trazer recordações positivas e costumes que o acompanham desde pequeno, representa um momento de recarregar energias e buscar uma vaga na final da Sul-Americana. O objetivo do Flamengo na reta final da temporada é ir à Libertadores. Por isso, qualquer energia extra é necessária.

Confira os dramas do treinador:

Declínio de Muralha

Após falhar na Libertadores e ir mal no primeiro turno, Alex Muralha acabou barrado por Zé Ricardo. O ex-comandante, porém, ainda no fim de sua passagem pela Gávea resolveu revezar Thiago e Muralha nos jogos em que Diego Alves não podia atuar (da Copa do Brasil).

Quando Rueda se decidia sobre quem escalaria na final da Copa do Brasil, Muralha errou em gol de Renatinho, do Paraná, na semifinal da Primeira Liga, que pouco valia para o Fla. O jogo, terminado em 1 a 1, foi para os pênaltis. O goleiro não acertou lado algum, o time caiu, e a insegurança estava instalada.

No domingo passado, antes do jogo mais importante do semestre, como o próprio Reinaldo Rueda disse, Muralha falhou nos dois gols do Santos na Ilha do Urubu (veja no vídeo abaixo).

Lesão de Thiago e vice da Copa do Brasil

Rueda escolheu Thiago para as finais. O Flamengo vencia até o fim da primeira partida, no Maracanã, mas o garoto falhou feio, e Arrascaeta empatou: 1 a 1. Para piorar, se machucou no intervalo entre os duelos.

Resultado: Muralha voltava ao gol. Não comprometeu nos 90 minutos, mas quase entregou gol ao mesmo Arrascaeta. Nos pênaltis, novamente não chegou perto de pegar um, e o Fla foi vice no dia 27 de setembro, no Mineirão.

Doping de Guerrero

Novo baque veio em 3 de novembro, quando foi divulgado um exame antidoping que apontou a substância benzoilecgonina, metabólito da cocaína, na urina de Guerrero. Acabou suspenso preventivamente por 30 dias, e um dos principais jogadores do Flamengo virou desfalque sério.

Protesto no Ninho do Urubu

Tradicionalmente dia de festa no Flamengo, o 15 de novembro de 2017 foi conturbado. A manhã dos 122 anos do Rubro-Negro foi marcado por protesto de organizadas, e o vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba, teve uma das lanternas de seu carro quebrada.

Fratura da clavícula de Diego Alves

O problema no gol rubro-negro estava resolvido. Passada a Copa do Brasil, Diego Alves ganhou ritmo de jogo e cresceu muito. Já colecionava defesas importantes, pênalti defendido e se consolidou rapidamente como um dos líderes da equipe.

Na quinta-feira passada, um golpe na torcida, na confiança rubro-negra e para o "profe". Em choque com González, Diego Alves fraturou a clavícula direita e disse adeus ao ano de 2017. Muralha entrou e sofreu o gol antes mesmo de completar um minuto em campo.

O dia em que a Muralha desabou

Destroçado outrora pelo acúmulo de falhas de 2017, Alex Muralha voltou a ser exaltado pelos torcedores. Ciente da necessidade de apoiá-lo, gritaram muito seu nome antes de a bola rolar contra o Santos, no último domingo. Aos 10 minutos, a força se transformou em execração.

Xingamentos, raiva e vaias marcaram o comportamento dos rubro-negros até o final do duelo sempre que Muralha se aproximava da bola.

Fonte: GE

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