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A cada mudança de técnico, parece que o novo chega com uma varinha de condão. Nas conversas de torcedores, nos programas de debates e nas entrevistas de jogadores. ''É inegável que o Rueda tem participação no crescimento da equipe'', disse o meia Diego, logo depois da vitória sobre o Botafogo, gol dele, na semifinal da Copa do Brasil. A avaliação de que a defesa estava mais segura depois dos três primeiros jogos sem sofrer gols. A média defensiva melhorou mesmo. São seis sofridos em treze partidas, mas o ataque marca pouco: 14 gols.

O problema não é ataque nem defesa. É o conjunto. O Flamengo de Rueda tem o mesmo problema do Flamengo de Zé Ricardo. Joga melhor e não vence. Não que tenha atuado bem contra a Ponte Preta. Mas controlou a partida, teve 64% de posse de bola, nove finalizações, nenhuma no alto, abusou dos cruzamentos, com 27, 21 errados. Tudo como o Flamengo fez neste ano inteiro.

A noção de que o Flamengo de Rueda segue a característica do Flamengo de Zé Ricardo indica que há uma característica comum ao elenco. Um mérito já havia e segue existindo. Não há time no Brasil que procure tanto o jogo ofensivo quanto o rubro-negro. É a segunda melhor média de posse de bola do Brasileirão, com 54%, abaixo apenas do São Paulo.

Mas só o quarto índice de finalizações certas, embora tenha o maior número de chutes contra a meta adversária do campeonato. Em síntese, é o maior número de chutes errados do Brasileirão. É por isso que o Flamengo de Rueda, como o de Zé Ricardo, joga melhor e não ganha.

O diagnóstico exige um único remédio: treino. Este medicamento indica tempo. Não se melhora da noite para o dia nem apenas com troca de treinador. Não pode ser genérico. O remédio certo é aplicado na dose perfeita e exige tempo para o desaparecimento dos sintomas.

Fonte: PVC/Uol

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