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De olho no crescente mercado de eSports, o Flamengo promoverá uma seletiva nacional com vários jogadores de LOL (League of Legends). O jogo para computador virou febre entre jovens, principalmente, e tem gerado grande furor nos últimos anos. A ideia do Rubro-negro é formar uma equipe para disputar a divisão de acesso do Campeonato Brasileiro, que ocorrerá em janeiro.

"O futebol é o grande carro-chefe, o remo é esporte estatutário, mas percebemos que a pegada dos nossos públicos de estarem conectados e serem digitais o tempo inteiro abriu espaço para se comunicar com um público diferente. Não substitui, mas soma. Entendemos o que esse novo público gosta de fazer o que curtem jogar", disse o vice-presidente de marketing do Flamengo, Daniel Orlean, ao UOL Esporte.

"Tem rubro-negro que gosta de futebol, tem rubro-negro que gosta de eSports, que herdou a paixão de família, mas não tinha identificação com o futebol. Achei bacana que com esse projeto conseguimos atingir esse pessoal. Quando botei no Twitter, teve um rapaz que falou que finalmente teria algo em comum com o pai. 'Ele futebol e eu com o LOL, mas poderemos falar de Flamengo'. Fiquei até emocionado ao ler isso", completou o cartola rubro-negro.

O Flamengo não apenas emprestará o nome, mas terá um time próprio, algo inédito no Brasil. O clube buscará patrocinadores para bancar a equipe. Nesse pacote estão incluídos local de treinamento e salário dos integrantes. O clube fechou parceria com a Cursos, empresa especializada em criação de projetos e posicionamento das marcas nos eSports. A ideia é que o projeto seja autossustentável já no primeiro ano de criação.

Outra parceria que está bem encaminhada é com a Twitch TV, site que tem como principal objetivo transmitir vídeos de jogos e até mesmo as partidas em tempo real. O acordo ainda não está fechado, mas bem avançado.

Inicialmente, o Flamengo criará dois times de LOL, o principal e um outro com jovens atletas para serem treinados a longo prazo. O objetivo é abrir o leque e chegar a outros jogos de sucesso como o PES (Pro Evolution Soccer). Uma terceira equipe deve ser criada para o futebol virtual nos próximos meses.

O carro-chefe, porém, será o Leagues of Legends. O Campeonato Brasileiro de LOL, por exemplo, tem uma premiação de R$ 200 mil. O valor é baixo se comparado ao que o time vencedor (SK Telecom T1, da Coréia do Sul) ganhou no último Campeonato Mundial do jogo: R$ 20,9 milhões, em 2016.

Enquanto isso, os clubes brasileiros ainda engatinham no eSport. Até agora poucos clubes, como Santos e Remo, tiveram destaque nessa nova área e, mesmo assim, apenas cedendo o nome a uma equipe já existente. Criar um time do zero, como o Flamengo pretende fazer, é algo que ainda não foi visto no Brasil, embora prática comum na Europa com Wolfsburg-ALE e PSG-FRA, por exemplo.

Fonte: Uol

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