GuidePedia


“Novo Juan”, substituto de Fábio Luciano... No início da carreira, as comparações e as expectativas elevadas andavam quase que lado a lado na vida de Fabrício. A qualidade com a bola no pé, o potente chute com a perna esquerda e o perfil "xerifão" tornavam o zagueiro quase que uma certeza para o futuro rubro-negro. Mas o defensor, que chegou a se destacar com a camisa do Fla no título do Brasileiro de 2009 e sempre foi tido como uma joia dentro da Gávea, deixou o clube precocemente sem ter nunca se firmado. E lamenta até hoje tal fato.

Atualmente aos 27 anos, soma 14 times ao longo da carreira, incluindo passagens pelos rivais Fluminense e Vasco - além disso, defendeu Cruzeiro, Palmeiras e Atlético-PR. Negociado recentemente com o Omonia, do Chipre, não nega o status de andarilho, apesar da idade, mas vê de modo natural o percurso que a sua trajetória como profissional se desenhou.

- Não tenho como negar isso, mas, se Deus quis assim, então tinha que ser. De verdade, não sei te dizer ao certo. As coisas iam acontecendo, e eu me via mudando de time de seis em seis meses. Nunca tinha uma reposta certo do por que daquilo. Mas foi acontecendo e eu acredito que foram coisas que talvez eu tivesse que passar.

Fabrício chegou ao Flamengo com apenas 9 anos de idade. Quase sempre destaque, iniciou a carreira como profissional no ano de 2008, emprestado ao Paraná. No ano seguinte, chamou a atenção do Hoffenheim, da Alemanha, que desembolsou cerca de R$ 1 milhão para contar com o zagueiro por empréstimo. Durou pouco tempo por lá e retornou ao Rubro-Negro para o Brasileiro de 2009.

Nesse período, participou do Mundial Sub-20 de 2009 no Egito com a seleção brasileira, que contava, na ocasião, com Paulo Henrique Ganso, Giuliano, Alex Teixeira, Douglas Costa e Souza. Chegou a ser titular em duas partidas durante a campanha que culminou no vice-campeonato - na decisão, o Brasil perdeu para Gana.

- Aquele elenco vice-campeão mundial no Egito era fantástico. Estar ao lado de jogadores como Douglas Costa, Ganso, Giuliano, Souza, Alex Teixeira e outros foi uma experiência fantástica. Por muito pouco não fomos campeões. Mas conseguimos formar uma família na época e foi maravilhoso conviver com eles no mundial - lembra.

O defensor voltou ao Flamengo em 2009 em um momento que o clube vinha de uma derrota para o Sport - 4 a 2 - e da goleada para o Coritiba - 5 a 0. Nas duas rodadas seguintes, foi titular e teve bom desempenho na goleada por 4 a 0 sobre o Inter e no empate sem gols com o Flu. Acabou perdendo espaço ao longo do restante da competição com as chegadas de Álvaro e David Braz, mas fez parte da arrancada comandada por Petkovic e Adriano que levou ao título brasileiro.

- Ser campeão pelo Flamengo foi um sonho de criança realizado, passei minha infância e adolescência no clube, é o meu clube de coração e, poder ser campeão brasileiro e ainda jogando ao lado de Adriano, foi magnífico e estará para sempre na minha memória - recorda o zagueiro, que lamenta, apenas, a falta de sequência e a saída precoce do Rubro-Negro.

- Acredito que faltou sequência. Não tive um treinador que me desse essa sequência e, com isso, acabou culminando na minha saída. Mudei em bastante coisa, amadureci bastante com as experiências vividas e, se tivesse de mudar alguma coisa, eu não teria saído do Flamengo precocemente. Como disse antes, infelizmente nao tive um treinador que apostasse em mim. Mas quem sabe um dia eu não volte. Vontade não falta.

Depois de deixar o Flamengo, Fabrício rodou, em sequência, por Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-PR, Vasco, Vitória, Fluminense e Bragantino. No Flu, por sinal, Fabrício viveu, segundo ele próprio, o pior momento da carreira, em 2014. O zagueiro foi um dos mais criticados pela torcida após a eliminação surpreendente para o América-RN naquele ano.

- O pior momento, sem dúvidas, foi a minha passagem pelo Fluminense. Tive muitas decepções com pessoas e acredito que fui injustamente crucificado por uma eliminação. Acredito muito que o fato de ter sido criado no Flamengo e ter esse laço grande com o clube ajudou bastante para isso. Porém, não lamento. Foi muito difícil, mas um aprendizado muito grande - conta.

Após deixar o Fluminense, ainda defendeu o Bragantino em 2015 antes de retornar ao futebol do exterior para se aventurar no Partizan, da Sérvia. De lá, rumou para o Muang Thong, da Tailândia, e depois para o Astra Giurgiu, da Romênia, onde esteve na temporada passada. No clube romeno, disputou a preliminar da Champions, além da Liga Europa.

- Quando fui para a Romênia, foi uma aposta muito grande minha e do meu empresário. Abri mão de dinheiro para apostar em mim e na minha carreira. Meu empresario e eu sabíamos que eu tinha e tenho muito a dar e competir. Graças a essa aposta e aos meus companheiros do Astra, consegui fazer um ano muito bom. Na minha opinião, foi um dos melhores da minha carreira.

No início do mês de agosto, Fabrício foi apresentado no Omonia, time da Primeira Divisão do Chipre. O jogador iniciou as atividades pelo novo clube e deve fazer a estreia oficial no mês de setembro, quando inicia o campeonato nacional.

Fonte: GE

Curta nossa página no Facebook:http://migre.me/tbpub
Siga-nos no Twitter:http://migre.me/tbpub



 
Top