GuidePedia


As cobranças eram novidade para Zé Ricardo, que estreou no profissional há pouco mais de um ano. Em 2017, com um elenco de peso na mão no Flamengo, o treinador não esconde o incômodo e a frustração por não obter os resultados esperados. Mas a pressão constante e os pedidos de demissão depois de o time deixar vitórias escaparem se tornaram rotina ao inexperiente treinador, que se refugia no campo e protege seu grupo.

Nos treinos, Zé mantém a pegada e os trabalhos em alto nível, chega primeiro e sai por último, mas nas conversas de bastidor admite que pode contribuir mais. E tem a convicção que fará o plantel rubro-negro render o esperado. A falta de tempo para treinamento depois das chegadas de reforços no meio do ano é a principal queixa.

Em meio às cobranças recentes, as escolhas do treinador foram questionadas. A saída de Willian Arão do time para o lugar de Cuéllar, que vinha bem nos treinos, se revelou muito mais uma tentativa do que uma certeza do técnico, que sempre se mostrou convicto de que o volante ex-Botafogo deveria formar dupla com Márcio Araújo. Aliás, entre os atletas há apoio conjunto. As atuações e declarações indicam que há comando do treinador.

A analise do técnico é de que os jogadores fazem nos jogos o que é treinado. Basta ver os treinos e jogos para reparar os mesmos conceitos em prática, com jogo proposto e marcação em cima. O problema são os erros por falta de concentração que minam os resultados. Aos pares da comissão técnica, Zé Ricardo já deixou claro que não vai se abalar com interferência externa para lhe influenciar na escalação da equipe. Nem da torcida, muito menos de dirigentes do clube. Prefere sair do que trair seu grupo.

Toda semana, Zé Ricardo tem uma rotina pesada de trabalho. Assiste vídeos, faz análises táticas, revê os jogos do time e faz observações. Sobre os adversários, passa orientação individuais aos seus jogadores, faz simulações. Quando pede e os atletas não fazem, cobra muito, mas também apoia. “Tem que acertar, tem que concentrar”, costuma dizer. Em público, jamais. Internamente, cobra e avisa que vai sair aos microfones e proteger seu grupo.

Nesse cenário, além do diretor Rodrigo Caetano, o técnico conta com apoio do auxiliar Cleber Machado, do preparador físico Daniel Gonçalves e do médico Márcio Tannure, que o ajudam nas decisões baseadas nas avaliações do Centro de Excelência em Performance. Resta saber se o clube vai ouvir seus profissionais ou sua torcida. Atém dos protestos considerados exagerados, que resultaram em dedo em riste e empurrão no aeroporto, Zé Ricardo também está longe de ser unanimidade dentro do clube. Mas tem total respaldo do departamento de futebol e do presidente Eduardo Bandeira de Mello.




Fonte: Extra Globo

Curta nossa página no Facebook:http://migre.me/tbpub
Siga-nos no Twitter:http://migre.me/tbpub



 
Top