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O que tem em comum um clube com dinheiro, elenco e estrutura, em quinto lugar no Brasileiro, jogando de igual para igual com os principais adversários até fora de casa, e um clube endividado, com elenco ruim, e sem um futebol profissional de fato? Trata-se do Flamengo do presente e do passado, unido pela revolta de sua torcida com a falta de conquistas.

O clima de briga contra o rebaixamento dos últimos anos voltou aos desembarques da equipe e aos treinos em períodos sem vitórias. As contratações de peso e a expectativa frustrada de título no Brasileiro levaram dezenas de torcedores ao aeroporto, nesta quinta-feira, não para festejar reforços, mas para xingar jogadores e o técnico Zé Ricardo, pressionado e acuado.

O momento mais tenso foi quando Guerrero não aceitou ser ofendido e partiu para cima de um torcedor. O peruano foi contido por seu segurança particular.

Mesmo assim, foi para a briga e pediu para o torcedor torcer:

“Torce, p... Você é flamenguista? Então torce!”, esbravejou o jogador, que saiu mancando depois de se machucar na partida contra o Santos. Ele fará exame para saber a gravidade da lesão e é baixa no jogo de domingo.

A intimidação no aeroporto e a promessa de novos protestos hoje no Centro de Treinamento irritaram a jogadores, comissão técnica e diretoria do Flamengo. Há o temor que o comportamento do torcedor em meio à reestruturação do clube, que segue brigando no alto da tabela do Brasileiro, fruste a chegada de novos jogadores de peso como Geuvânio, Éverton Ribeiro e Diego.

Paolo Guerrero saiu chateado pela segunda vez e a cobrança por mais vontade pode até atrapalhar o processo de renovação de contrato do jogador, que tem vínculo até 2018. Há dois meses atletas tiveram seus carros chutados no Ninho do Urubu por conta da má campanha na Libertadores.


Fonte: Extra

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