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A diretoria do Flamengo acordou com uma dor de cabeça para resolver. Ao demitir Zé Ricardo, será preciso encontrar um treinador que se encaixe na filosofia de trabalho do clube. Apesar do consenso por Reinaldo Rueda, outras opções serão discutidas nesta segunda-feira, em reunião do Conselho Diretor do clube.

Ainda não foi resolvido se será feita uma contratação pensando no longo prazo ou se um técnico tampão fica no cargo para as decisões da Copa do Brasil, contra o Botafogo, e da Sul-Americana pela frente.

Na quarta-feira, contra o Palestino, pela Sul-Americana, a equipe será comandada por Jayme de Almeida, que foi quem sobrou na comissão técnica. Além de Zé Ricardo, o auxiliar Cleber dos Santos também foi desligado.

JORGINHO E CARPEGIANI NA MIRA

Os nomes de Jorginho, que treinou o Flamengo em 2013, e do experiente Paulo César Carpegiani também circulam entre os dirigentes. Mas não houve contato formal até agora em nenhuma direção.

Por enquanto, a estrutura do Centro de Excelência em Performance também está mantida, com o médico Márcio Tannure, o preparador físico Daniel Gonçalves e o coordenador de psicologia Fernando Gonçalves.

Depois de enfrentar o Palestino-CHI nesta quarta-feira, pela segunda fase da Sul-Americana, o Flamengo retoma o Brasileiro no domingo contra o Atlético-MG.

AS CREDENCIAIS DOS CANDIDATOS

JORGINHO

Jorginho deixou seu último emprego há uma semana, quando foi demitido do Bahia após 14 rodadas no cargo. O curtíssimo trabalho veio depois de uma passagem de um ano e meio pelo Vasco. Quando chegou a São Januário, o treinador tinha a difícil missão de evitar o terceiro rebaixamento do clube. Não conseguiu, mas os bons resultados o mantiveram no cargo para a disputa da Série B. Em 2016, conquistou o Campeonato Carioca. No torneio nacional, porém, o acesso veio no sufoco. Com uma relação já desgastada com parte do elenco, acabou dispensado no fim da temporada.

Esta seria a segunda passagem de Jorginho, 52 anos, pelo Rubro-negro. Ele foi o primeiro técnico contratado na gestão Eduardo Bandeira de Mello, em 2013. À época, substituiu Dorival Júnior. Mas a trajetória não foi bem-sucedida, e ele acabou demitido três meses depois. No currículo de Jorginho, estão trabalhos no Goiás, no Figueirense e na Ponte Preta. Também treinou o Kashima Antlers, do Japão, e o Al-Wasl, dos Emirados Árabes. Entre 2006 e 2010, foi auxiliar e braço-direito de Dunga na Seleção Brasileira.

PAULO CÉSAR CARPEGIANI

Paulo César Carpegiani tem a seu favor uma extensa lista de conquistas no Flamengo, primeiro como atleta, mas principalmente como técnico. Com sérios problemas físicos, aposentou-se como jogador em 1981, mas não deixou o clube: foi o escolhido para dar continuidade ao trabalho de Cláudio Coutinho, morto precocemente. Sob seu comando, o Rubro-negro conquistou a Libertadores, o Mundial e o Carioca daquele ano, além do Brasileiro de 1982.

O treinador teve nova passagem pela Gávea em 2000, mas esta durou apenas três meses. Aliás, Carpegiani jamais conseguiu repetir o sucesso de sua primeira incursão como técnico. Foi bicampeão paraguaio com o Cerro Porteño, em 92 e 94, mas, no Brasil, conquistou apenas dois Estaduais (com o Atlético-PR, em 2001, e com o Vitória, em 2009). Até fevereiro deste ano, Carpegiani comandava o Coritiba, mas foi demitido após a eliminação paranaense na segunda fase da Copa do Brasil.

JAYME DE ALMEIDA

Revelado como jogador pelo Flamengo, na década de 70, Jayme de Almeida atuou ao lado de nomes como Zico, Adílio, Andrade e Junior no time rubro-negro. Foi como treinador, no entanto, que ganhou status de estrela na Gávea, ao conquistar a Copa do Brasil de 2013. Jayme assumiu o time em setembro, depois que Mano Menezes pediu demissão. Os bons resultados logo de início, além da ausência de um nome no mercado que fosse consenso dentro do clube, levaram à sua efetivação ainda naquele mês.

Em 2014, Jayme ainda dirigiu o Flamengo na conquista do Carioca. A partir daí, o roteiro foi semelhante ao vivido por Zé Ricardo: um início irregular no Brasileiro, pressão interna e externa e a demissão conturbada, em maio. No ano seguinte, voltou ao Flamengo como auxiliar-técnico. Ele chegou a assumir o time interinamente em 2016 após a saída de Muricy Ramalho, mas foi preterido por Zé Ricardo quando a diretoria decidiu efetivar um treinador da casa.

Fonte: O Globo

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