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O Flamengo apresentou nesta segunda-feira o técnico colombiano Reinaldo Rueda como substituto de Zé Ricardo no comando da equipe. Ele assinou até o fim de 2018 com o Rubro-negro.

- Obrigado a todos, estou muito feliz de estar nessa grande instituição. Venho para fazer um bom trabalho, para buscar a reação que o Flamengo precisa nesse momento. É um orgulho e satisfação. Um desafio muito grande, que tentarei cumprir com a paixão que toda a torcida espera - disse Rueda em suas primeiras palavras como técnico do Flamengo.

Ele deve obter a liberação para comandar o time contra o Botafogo no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira. Caso não consiga, comandará o time dos camarotes do Engenhão.

- A gente trabalha para ter o visto de trabalho até quarta-feira. Esperamos que sim. Hoje foi um dia de conhecer os procedimentos e queremos que ele esteja conosco na Copa do Brasil. Amanhã teremos essa questão burocrática - explicou Rodrigo Caetano.

O diretor lembrou que o namoro com Rueda começou antes de Zé Ricardo assumir o time em 2016.

- A chegada começou há um ano quando ainda estava no Atlético Nacional (COL). Antes do Zé Ricardo assumir o profissional. Esperamos que seja uma nova história especialmente em torneios sul-americanos - disse o dirigente.

Rodrigo explicou ainda que a cláusula de saída para a seleção da Colômbia não existe. Existe multa rescisória para a saída para ambas as partes.

- Nada específico em relação à seleção - explicou Caetano.

Rueda chega com dois auxiliares ao Flamengo. Bernardo Redin, um deles, chega como preparador físico de campo e, com isso, Daniel Gonçalves volta a ser coordenador científico.

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OBSERVAÇÕES SOBRE O TIME

"Sabíamos que seria um jogo difícil pelo momento da equipe. Alguns titulares, outros não vinham jogando. Não fizemos um bom jogo no geral. Até o pênalti o jogo estava parelho. Faltou reação à equipe. Não queríamos ter essa apresentação, mas é do futebol".

JOGOS CONTRA BOTAFOGO E CHAPECOENSE QUE JÁ ENFRENTOU

"São situações da vida. O Botafogo está muito forte, vive grande momento. Chapecoense enfrentamos recentemente, temos conhecimento. Esperamos que isso sirva como experiência".

QUANTO CONHECIA DO FLAMENGO E ADAPTAÇÃO

"É um desafio muito grande. Consciente da responsabilidade do que significa o Flamengo e o futebol brasileiro. Todos na Colômbia seguem o futebol do Brasil como referência. Quando vieram jogadores colombianos para cá, quando vieram os equatorianos, então sempre via o Brasileirão. Agora veio o Berrío, e o povo colombiano passou a seguir muito o Flamengo. Não é fácil a quantidade de jogos. O tempo para adaptar e conhecer dependerá dos resultados. Vai ser sempre mais fácil".

APOIO DA TORCIDA

"Antes de começar a falar já agradeci a torcida do Flamengo por essa recepção. É muito orgulho, histórico. Faz 46 anos que o clube não tem nenhum treinador estrangeiro. Espero retribuir a confiança. Da instituição e da torcida".

ESTILO

"Tento trazer o conhecimento dos clubes, dos mundiais, para transferir para o Flamengo. Que se veja isso nos resultados. A metodologia é fazer um trabalho integrado com o corpo técnico do clube, trabalhar para os jogadores se estimulem, tenham rendimento, e cumpram a tarefa".

FUTEBOL BRASILEIRO

"Desde pequeno eramos torcedores do Brasil porque a Colômbia não se classificava para a Copa do Mundo. Era nostálgico. Agora vivo essa realidade. Fiz o primeiro curso como treinador com Parreira. Agora o futebol me pôs nesse caminho. A nível de clube e seleções o futebol brasileiro é referência".

PSICOLÓGICO DO ELENCO

"É um grupo que sente muito a derrota. Hoje quando o presidente nos apresentou, sente que é um grupo jovem, mas experimentados. E estão com esse afã de revanche, de reagir. Há uma grande alegria e disposição para o trabalho. O estilo é do Flamengo. Como equipe grande tem uma forma de jogar de muitos anos de história. A forma de jogo pode variar, os sistemas. Falar no futebol é muito fácil, mas no campo é que estão os intérpretes. Esperamos que com os resultados a equipe ganhe confiança".

ESTRANGEIROS NO BRASIL

"Da nossa parte queremos ficar muito tempo. Esse é o objetivo da instituição. Querem que a gente dure muito tempo. E nos dar todas as condições de estar aqui. Vamos fazer nossa parte. Como me dizia Mozer, o Flamengo quer que a gente queira ficar aqui. A equipe precisa mostrar no campo também. Se quisermos romper esse paradigma, o compromisso é do Flamengo e dos outros clubes brasileiros".

PRESENTE E FUTURO

"A dificuldade que se tem agora é assumir um projeto iniciado. Eu tinha um propósito de não fazer isso. Não queria aceitar. A experiência mostra que é melhor começar do zero. Essa oportunidade do Flamengo não é todo dia. Tem um prestígio, um status. Temos metas imediatas e a médio prazo".

BOTAFOGO QUARTA-FEIRA

"Primeiro o respeito pelo momento do rival. Mas sabendo qual a filosofia do Flamengo. O futebol contemporâneo exige essa dinâmica. Como a seleção brasileira. Tem que correr e ser agressivo, não apenas o jogo bonito. Esse é o nosso propósito para o Flamengo".

PACIÊNCIA

"Somos pouco pacientes da América. Importante ter uma parte administrativa séria. Tudo vai passar por resultados. Somente isso te pode garantir a continuidade. Temos esse momento respaldo da torcida, essa credibilidade, mas temos que ratificar com resultados. Que a equipe possa mostrar essa reação".

OS ESTRANGEIROS DO CLUBE

"Toda equipe, não vamos particularizar nos que falam espanhol. A equipe administrativa, corpo técnico. Os jogadores são os protagonistas. Tem o Juan, Diego, que fala espanhol, Diego Alves, serão importantes. E os jovens que tem grande talento. Todo o coletivo precisa pensar igual".

O QUE PENSOU PARA O JOGO DE QUARTA-FEIRA

"Hoje não pude fazer o treinamento por causa da liberação. Mas desde o avião já venho fazendo projeções. A tarefa para amanhã é fazer a lista dos onze, alguns não podem jogar essa competição, outros não estão bem fisicamente. Tomara que os escolhidos possam fazer um bom jogo".

CHANCES NO BRASILEIRO

"Estávamos na quinta e agora estamos na sétima posição. O objetivo agora é na quarta-feira. No Brasileiro temos que ser realistas mas otimistas. Temos todas as condições. Estava na Alemanha quando me contataram, e Ancelotti tinha cinco jogo sem ganhar pelo Bayern de Munique. Ganharam um jogo e recobraram a confiança. Se ganhamos na quarta, podemos seguir forte. Conversamos hoje com os jogadores e de pouco em pouco vamos nos entender".


Fonte: Extra

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