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Apesar de ter vencido seus últimos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro na Ilha do Urubu (2 a 0 no Atlético-GO e 2 a 0 no Atlético-PR), o Flamengo acabou tendo prejuízo financeiro em ambas as partidas.

Além disso, a pouca ocupação da arena na Ilha do Governador nestes jogos fez a equipe rubro-negra deixar o "G-6" dos clubes que mais levam gente ao estádio na competição nacional.

Contra os goianos, o boletim financeiro da CBF mostra que o prejuízo foi de R$ 100.039,34, fruto de uma renda de R$ 319.740,00 e despesas na casa de R$ 419.779,34.

Isto porque o público pagante foi de apenas 5.969 pessoas (o total foi de 7.082, mas 1.113 bilhetes foram fruto de gratuidade).

Logo, o tíquete médio para ver Fla x Atlético-GO foi de R$ 53,56, um dos maiores valores do Brasil, atrás somente dos R$ 60 que Palmeiras e R$ 55 que Corinthians cobram em média no Allianz Parque e na Arena Corinthians.

Já contra o Atlético-PR, a situação foi semelhante: prejuízo de R$ 21.972,20, devido à renda de R$ 373.214,00 e às despesas de R$ 394.186,20.

Neste duelo, o público pagante foi de 8.428 - o total foi de 10.199, enquanto foram dados 1.771 ingressos como gratuidade.

Portanto, o tíquete médio neste jogo foi de R$ 44,28, um valor que novamente só fica atrás do que Palmeiras e Corinthians cobram em média.

Esse valor caiu porque a diretoria do time carioca, já prevendo a baixa procura, fechou setores de preços intermediários.

Quando conseguiu encher seu novo estádio, o preço médio flamenguista é do mesmo patamar dos praticados por Corinthians e Palmeiras: R$ 58.

Além destes dois resultados financeiros ruins, o Flamengo caiu para a 7ª posição no rankingde público pagante do Campeonato Brasileiro, devido às fracas ocupações da Ilha do Urubu contra Atlético-GO e Atlético-PR.

A equipe carioca agora tem média de 15.243 pagantes/jogo, ficando atrás de Corinthians (38.486), Palmeiras (32.034), São Paulo (31.380), Grêmio (24.524), Bahia (19.307) e Atlético-PR (15.685).

Entenda o público ruim dos últimos jogos do Fla

O Flamengo possui mais de 100 mil sócios-torcedores, mas, nos dois últimos jogos na Ilha do Urubu, eles não compraram 10 mil dos 33 mil lugares disponíveis — 29%, segundo levantamento do blogde Mauro Cezar Pereira.

Como o programa "Nação Rubro-Negra" não atribui pontos e prioridade pela frequência, como nos de Corinthians e Palmeiras, poucos torcedores se habilitam a comparecer ao estádio para apoiar o time com assiduidade.

A Ilha do Urubu comporta 20,5 mil pessoas e, descontados os visitantes, gratuidades e convidados, vão para venda cerca de 16,5 mil. Portanto, menos de 20% do total de associados lotaria a Ilha sempre.

"Como os ingressos são proibitivos para quem não é sócio, fica claro que nem de longe se consegue a meta de encher o pequeno estádio apenas com os que integram o 'Nação Rubro-Negra'. A ele amarrada e tentando forçar quem não é sócio a aderir e pagar mensalidade, a direção ignora o fato de milhões não terem condições, e inviabiliza a compra de ingressos avulsos, com valores exorbitantes", diz o post do comentarista dos canais ESPNe blogueiro do ESPN.com.br.

"O clube vira as costas para a maioria dos flamenguistas e se volta a uma minoria que proporciona importante receita mensal, mas não acompanha o time como poderia, ou deveria. Uma reformulação do programa é urgente, com pacotes mais populares que permitam aos mais pobres pagar pouco para ver pelo menos um cotejo ou outro (melhor do que nada) e opções específicas para os que vivem fora do Rio de Janeiro (a maioria dos torcedores do Flamengo). Além de preços mais baixos para associados em jogos de menor demanda, de forma que o valor cobrado dos não sócios seja minimamente compatível com a realidade", completa Mauro Cezar.

Fonte: Espn

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