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O Conselho de Administração do Flamengo votou na noite dessa terça-feira a readequação orçamentária do clube com acréscimo de quase R$ 200 milhões no total de receitas em 2017 – dos R$ 435 milhões previstos em janeiro para R$ 632 milhões, após a revisão das contas com as vendas e novas receitas do clube.

A arrecadação é recorde na história do Flamengo e do futebol brasileiro. Somente do Real Madrid, o clube vai receber R$ 105 milhões pela venda de Vinicius Júnior – as duas primeiras parcelas já foram quitadas pelo clube espanhol. A última será paga em janeiro de 2019.

Somada à venda de Jorge – quase R$ 30 milhões -, de Donatti e outros menos custosos, a arrecadação com negociações de jogadores atinge 31% das receitas do clube no ano. O que é visto como avanço pela diretoria do Flamengo numa realidade de clube que vende pouco.

Na apresentação realizada para o Conselho de Administração, o vice-presidente de planejamento e novo vice de gabinete de Bandeira (em substituição a Plínio Serpa Pinto e do interino Rafael Strauch) Pedro Almeida e o diretor financeiro Paulo Dutra destrincharam a economia do Flamengo e avisaram: o investimento no futebol vai aumentar e a dívida não para de cair.

Na reunião, houve cobrança para explicações a respeito do organograma do departamento de futebol, que tem Bandeira como vice de futebol, e dos preços praticados na Ilha do Urubu, além da prática da reciprocidade adotada pelo Santos, que cobrou R$ 200 pelo ingresso de visitante no confronto da Vila Belmiro. O ex-vice-presidente de futebol Wallim Vasconcellos foi um dos presentes que se manifestou sobre esses temas.

“Resultado financeiro é meio. Nosso fim é título”

No fim do ano, a previsão é que a dívida total do clube fique em R$ 333 milhões – com “apenas” R$ 38 milhões de dívida bancária, que é de juros mais altos e de curto prazo. Uma condição excepcional, acredita a diretoria do Flamengo.

A relação endividamento versus receita, que no fim do ano passado estava 1 para 1 (ou seja, dívida do mesmo tamanho da receita, com ambos acima de R$ 400 milhões), agora chega próximo de 0,5, com a dívida de R$ 333 milhões dividida pela previsão de arrecadação acima de R$ 630 milhões.

- O resultado financeiro é meio. Nosso fim é título. Isso que passamos ao Conselho ontem (terça-feira) – disse Pedro Almeida, que atendeu a reportagem do GloboEsporte.com na manhã desta quarta-feira.

O discurso do vice-presidente do clube mostra preocupação com a crítica comum na torcida do Flamengo. “O Flamengo não é banco para comemorar lucro, planilha, balanços”, costumam reclamar torcedores, que também se queixam de “preços abusivos” de ingressos na nova casa do clube, a Ilha do Urubu, alugada à Portuguesa da Ilha do Governador.

- Tudo isso que a gente faz no campo financeiro é para ter time competitivo e ganhar título. Não estamos comemorando resultado financeiro. Isso (resultado financeiro) foi escolha estratégica. A gente tem estudo que mostra que os times mais ricos do mundo ganharam 76% das competições de pontos corridos nos últimos 20 anos na Europa – lembrou Almeida.

Vinicius, Traffic e escolinha dividem 14 milhões de euros

No balanço de junho de 2017, publicado nos últimos dias, o Flamengo apresentou números da venda de Vinicius Junior. No ato da assinatura, o clube recebeu R$ 54.489 milhões do total de R$ 105.241 milhões que vai terminar de receber no início de 2019.

Para a empresa que fez a intermediação da venda do jogador e que representa Vinicius Junior, a Traffic, agora chamada TFM, a comissão foi de 6 milhões de euros – total de R$ 19,4 milhões. O clube já quitou a primeira parcela com a agenciadora do atleta, restando ainda R$ 14,3milhões.

Para o jogador, no ato da renovação – antes da venda ao Real Madrid, como parte da negociação -, o Flamengo vai repassar 5,8 milhões. A escolinha de futebol de São Gonçalo, que tinha direito a parte da transação, fez acordo para receber 2,2 milhões de euros da venda ao clube espanhol.

O clube também divulgou no balanço de junho os gastos com direitos de imagem de algumas contratações. Rômulo tem a receber R$ 5,5 milhões. Diego, ainda R$ 6,5 milhões. O colombiano Berrío, mais R$ 4,2 milhões. Ainda há saldos a pagar também pelas compras de Rodinei (R$ 1,8 milhões), Mancuello (R$ 2,1 milhões), Berrío (R$ 6,2 milhões) e Renê (R$ 1,5 milhões).

Fonte: GE

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