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Quando surgiu, ainda chamada de Sul-Minas-Rio, a Primeira Liga era esperança de rompimento com a viciada estrutura das federações e embrião do que se tornaria um importante torneio no calendário nacional. Um ano depois, a competição, que volta a ver a bola rolar nesta quarta-feira, perdeu sua força política e virou um incômodo no calendário das equipes participantes.

O alongamento da Libertadores por toda a temporada, que refletiu numa remodelação da Copa do Brasil, tornou a competição ainda mais ruidosa. O atual campeão Fluminense, que às 19h30 (horário de Brasília) enfrenta o Londrina, tem como prioridade a Sul-Americana e a briga pelo G6 no Campeonato Brasileiro. O rival Flamengo vive rotina ainda mais intensa, já que, além dos compromissos do Tricolor, também está vivo na Copa do Brasil. A final contra o Cruzeiro começa a ser disputada no dia 7.

De olho em objetivos maiores, os cariocas vão a campo com escalações alternativas. O técnico Abel Braga deverá poupar alguns titulares, entre eles o zagueiro Henrique e o meia Gustavo Scarpa. No Flamengo, que encara o Paraná, às 21h45, as mudanças serão ainda mais radiciais. Os titulares sequer viajaram, e o treinador Reinaldo Rueda poderá promover a estreia de promessas da base, como o lateral-direito Kleber, o zagueiro Thuler e o lateral-esquerdo Pablo Maldini. A atração promete ser Darío Conca, que enfim voltou a ser relacionado para o banco de reservas.

— De repente, seria bom agora fazer uma pequena pré-temporada. Lamentavelmente veio esse jogo de quarta-feira — reclamou Abel.

Se não empolga as equipes, tampouco o faz com os torcedores. Até aqui, a média de público da Primeira Liga é de 6.833 pagantes por partida, com uma taxa de ocupação de apenas 21%. O único duelo a registrar números realmente expressivos foi o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, na primeira fase, com 39.811 pagantes. Metade das partidas tem público inferior a 3 mil pessoas. Para tentar atrair mais torcedores, o Flamengo levou o duelo desta quarta-feira para Cariacica, no Espírito Santo.

Sob o aspecto financeiro, apesar de representar uma tímida fonte de receitas com direitos de transmissão e publicidade, a Liga tem potencial reduzido. As rendas de bilheteria são inferiores às de três campeonatos estaduais — o Paulista, o Gaúcho e o Carioca. Dezessete dos 24 jogos tiveram renda bruta de bilheteria inferior a R$ 100 mil, com tickets médios entre R$ 9 e R$ 21.

Torneio de caráter amistoso, a Primeira Liga ainda será disputada no ano que vem, pois há contratos com parceiros comerciais em vigência. Mas é improvável que repita o modelo de hoje. Internamente, o Flamengo, principal articular da competição desde o início, admite que ela não será longeva no formato atual.

Fonte: O Globo

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