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Conca não deveria ter sido contratado pelo Flamengo como reforço para jogar a temporada de 2017 no Brasil. Este foi o parecer do chefe do departamento médico do clube, Márcio Tannure, que avaliou o meia nos Estados Unidos e desaconselhou o então vice de futebol, Flávio Godinho, a fechar a contratação, em dezembro de 2016.

Depois da primeira cirurgia no joelho esquerdo, em agosto do ano passado, para reconstrução dos ligamentos, o meia fez uma outra, em dezembro, reparadora, que adiaria o prazo de sua volta e tornaria o empréstimo de um ano um mau negócio do ponto de vista esportivo. Mas o dirigente peitou os médicos do clube.

Oito meses depois, dito e feito: o argentino segue sem data para voltar a jogar e não está relacionado para o compromisso desta quarta contra o Palestino, pela Sul-Americana, 21h45, partida programada para lhe dar mais ritmo de jogo. Desde que Godinho deixou a vice-presidência de futebol, preso pela Polícia Federal, o Centro de Excelência em Performance adota seu protocolo. Nele, Conca precisaria demonstrar habilidades que ainda não demonstra para jogar em alto nível.

O jogador e seu estafe, por outro lado, acham estranha a forma como é conduzida a sua situação. Com a saída de Zé Ricardo, o caminho estava aberto para Conca ser novamente relacionado. Mas ao começar o treinamento desta terça-feira, o meia já sabia que estava descartado do time de Jayme de Almeida, mas não pelo treinador. Ao notar que ficaria fora do coletivo, pediu para fazer um treino físico, com cara de poucos amigos.

Depois de ser recebido no aeroporto com status de contratação para chegar e resolver os problemas do Flamengo, Conca é hoje o principal deles em termos de elenco. O argentino tenta manter motivação e descarta pedir a rescisão de seu contrato de empréstimo por enquanto. Na noite desta terça, Conca chegou a responder torcedores nas redes sociais informando estar em condições de jogo e negando dores no joelho esquerdo depois dos treinos.

Clube nunca quis falar em prazo

Ao ser apresentado, tanto Conca quanto o médico Márcio Tannure não falaram sobre prazo para o meia voltar a jogar. Em diversas coletivas, o chefe do departamento evitava dar datas e sempre deixou claro que não havia um momento certo.

“Não estamos preocupados com datas. Há todo um esforço da nossa parte, e nos preocupamos com que ele cumpra todas as etapas. Pode ser em junho, julho", disse o profissional, em abril.

Ao liberá-lo de seu setor e entregá-lo para Zé Ricardo, Tannure passou a bola para Daniel Gonçalves. O preparador físico iniciou o trabalho específico de condicionamento, mas os circuitos e os treinos com bola indicavam que a perna esquerda operada seguia sem força, o que impossibilitava Conca de jogar com explosão, mesmo se sentindo bem fisicamente.

Fora dos jogos, o meia chegou a faltar a um treino por não ser relacionado para enfrentar o Botafogo e foi notificado. Dali em diante, adotou postura correta e profissional. No clube, a situação é vista com solidariedade por companheiros e comissão técnica. Os dirigentes, por sua vez, tratam a aposta como bola fora, mas exaltam o baixo custo e o bom trabalho para recuperar o jogador, mesmo que não haja tempo hábil para ajudar em campo.

Fonte: O Globo

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