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Ao decidir demitir o técnico Zé Ricardo depois da derrota para o Vitória na Ilha do Urubu, pelo Brasileiro, no dia 6 de agosto, a diretoria do Flamengo colocou em risco o planejamento para a temporada. Dezessete dias depois, o clube comemora a vaga na final da Copa do Brasil com o tempero do técnico Reinaldo Rueda, que chegou no dia 14, comandou quatro treinamento apenas, e reinventou a equipe, mantendo o controle de jogo e a ofensividade, mas dando mais consistência defensiva. Essa foi a marca do Flamengo nas partidas da semifinal contra o Botafogo. Sem sofrer gols em uma decisão de mata-mata, a equipe recuperou a confiança perdida pela eliminação na Libertadores, quando deixou a vaga escapar fora de casa. Com a força de sua torcida no Maracanã, o Flamengo se impôs e venceu por 1 a 0, credenciando-se para finalíssima diante do Cruzeiro.

A decisão por escalar Pará improvisado na lateral esquerda e por manter Rodinei, mas segurar o lateral, acostumado a apoiar, foi o primeiro passo de Rueda para ajustar a defesa, que vinha levando gols na sequência nos últimos jogos. A permanência de Cuéllar e Arão á frente da área também foi para a conta do técnico colombiano, já que Zé Ricardo havia dado chance à dupla, mas sempre mantinha Márcio Araújo como opção.

- A infraestrutura que tem o Flamengo, com toda a parte administrativa e logística, tem feito um grande trabalho junto ao Centro de Inteligência, com uma grande quantidade de informações precisas e rápidas. É mais do que vínhamos observando em relação a Orlando Berrío, que trabalhou conosco no Atlético Nacional, e Cuéllar, que também é colombiano. É um trabalho que tem sido feito no Flamengo há muitos anos e que está se fortalecendo para buscar os objetivos que merecem a instituição e a torcida — disse o treinador, tirando a sua própria contribuição de cena.

O novo encaixe do time passa ainda pela evolução do meia Diego. Embora não tenha feito um bom jogo contra o Botafogo no Maracanã, o craque foi decisivo com gol que coroou o planejamento sobre ele. Poupado de alguns jogos do Brasileiro, focou na Copa do Brasil e acabou recompensado. Depois de um ano completado no Flamengo, o meia comentou a vaga na final.

— Fizemos dois grandes jogos com uma equipe difícil de ser batida. A bola veio quicando, era perigoso pegar mal, procurei bater para baixo. Foi uma resposta para nós mesmos. A equipe estava com uma expectativa alta, uma obrigação por vencer as competições, diferente de que o que vier é lucro. Mas essa pressão é melhor, diferente duma equipe que pensa que o que vier é lucro. Vestir essa camisa com essas responsabilidade eu não trocaria por nada. Foi uma vitória que conquistamos com alma, determinação, confiança. Esses dois jogos representam muita coisa. Nem sempre vamos conseguir agradar, mas hoje estamos de parabéns — analisou o camisa 35, que elegeu o seu gol como o mais importante em um ano de clube. O jogador, que chegou a ser poupado, disse que o plano deu certo.

— Não é á toa que fizemos investimento alto, não é possível estar presente sempre, importante não ter uma caída muito brusca, o revezamento era importante. O gol é maravilhoso. Importante sempre tentar. Tinha chances claras, mas nada melhor a bola entrar nesse jogo — finalizou o meia.

Fonte: O Globo

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