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A instalação do árbitro de vídeo no Brasil parece estar sendo estudada com muita cautela para que seja o mais eficiente possível. O atual coordenador do recurso no futebol nacional, Sérgio Corrêa, demonstrou interesse de implantá-lo no Campeonato Brasileiro em dois anos.

“Não temos pressa para instalar. Mais de 30 empresas se interessaram para participar da utilização. Fizemos alguns testes e estamos satisfeitos com o que vimos, mas optamos por recuar para solucionar alguns problemas. Depois de analisar o protocolo definitivo da Fifa, acredito que vamos começar a usar no Campeonato Brasileiro de 2019”, declarou o dirigente, em entrevista ao Sportv.

Um dos grandes temas de discussão quando o assunto é a arbitragem de vídeo diz respeito aos momentos em que o árbitro pode e deve recorrer a ele. Para Sérgio, esse é assunto delicado e no Brasil deve ser utilizado em momentos especiais.

“O projeto brasileiro é mais conservador, pois não pensamos em trabalhar com o vídeo em lances interpretativos”, afirmou o dirigente.

“Não tem como a tecnologia não entrar no futebol. O que precisa é testar, fazer treinamentos e se adaptar ao protocolo que a Fifa criou para garantir que apenas erros claros e cruciais da partida sejam corrigidos”, completou o coordenador quando questionado sobre o uso do mecanismo.

Nos testes em que o vídeo foi realizado, o árbitro precisa fazer um gesto com as mãos e recorrer a um televisor posicionado no gramado para revisar o lance. Para Sérgio, esse formato não faz parte de seus planos.

“Toda vez em que há a utilização do auxílio para lances que não sejam capitais gera polêmica, seja pela demora ou pela própria utilização. O que propusemos é mais simples. Os auxiliares já assistem ao lance rapidamente e informam ao árbitro a decisão para ajudar nesses lances claros e determinantes”, ressaltou.

Fonte: Espn

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