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Muros pichados no Ninho do Urubu, protestos e xingamento no aeroporto, mobilização nas redes sociais para a demissão de Zé Ricardo e a contratação de Reinaldo Rueda, o técnico campeão da Libertadores-16 com o Atlético Nacional (COL). Quem vê isso tudo pode achar que o Flamengo faz uma campanha desastrosa no Brasileirão. De quem briga para não ser rebaixado. Mas a realidade é bem distante disso.

É fato que se esperava bem mais do time. A manutenção da base do ano passado e a chegada de reforços de peso – quase R$ 60 milhões em contratações - tornou o clube um dos favoritos para a disputa do título. Mas 15 pontos já separam o Rubro-Negro do líder Corinthians. Nos confrontos com os dez primeiros colocados do campeonato o time conseguiu apenas uma vitória, sobre o Vasco. E, nos últimos seis jogos, fez apenas seis pontos, tendo conquistado somente uma vitória, contra o Coritiba, na Ilha do Urubu. Um cenário mais do que perfeito para fazer eclodir uma crise como a de ontem.

A frustração do torcedor flamenguista é natural. O que não é racional é atribuir-se a Zé Ricardo toda a responsabilidade pelo mau momento. Vamos nos deter nos dois últimos jogos. O time fez um ótimo segundo tempo na Arena de Itaquera, domingo, envolveu o Corinthians – o que é raro -, mas não marcou. As mexidas do treinador no intervalo mudaram a cara da partida. Mas, que culpa tem ele se Diego perdeu um gol feito?

Assim como, na quarta, contra o Santos, se Vizeu cabeceou para fora com o gol escancarado. E Rodinei foi expulso por carrinhos infantis, quando o time mandava no jogo. O que o treinador tem a ver com isso? Afastar o Zé seria uma atitude fácil – a que o presidente Bandeira de Mello sabiamente resiste até aqui, apesar da pressão. Seria fácil, mas não necessariamente resolveria o problema. Como não resolveu no São Paulo sem Ceni, no Atlético-MG sem Roger, na Chape sem Mancini. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E podem evitar que o caldo entorne de vez.


Fonte: Lance

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