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O Flamengo anunciou a saída do técnico Zé Ricardo na noite deste domingo. O comandante rubro-negro não suportou à pressão após mais uma derrota em casa, para o Vitória, por 2 a 0. Efetivado em julho do ano passado, o treinador comandou o time da Gávea em 89 partidas, sendo 47 vitórias 25 empates e 17 derrotas, quatro delas no Campeonato Brasileiro. Ele conquistou o Carioca deste ano, mas amargou resultados ruins, como a eliminação precoce na Libertadores da América. O auxiliar técnico Cleber dos Santos também foi desligado do clube.


A campanha decepcionante no Brasileirão foi determinante para a decisão de tirar Zé Ricardo do comando do time. O Flamengo tem 18 pontos a menos do que o líder Corinthians e está na quinta colocação. A decisão foi tomada após uma reunião que teve a presença do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Antes contrário à saída do treinador, o mandatário, enfim, cedeu à pressão da torcida rubro-negra.

De acordo com o portal Uol, o diretor geral do Flamengo, Fred Luz, disse que Zé Ricardo estava mantido no cargo logo após o jogo contra o Vitória, na Ilha do Urubu. Já o presidente Eduardo Bandeira de Mello saiu do estádio sem falar com a imprensa. Geralmente, o mandatário conversa com os jornalistas após as partidas. Por isso, o silêncio deixou dúvidas.

Em entrevista coletiva após o jogo, Zé Ricardo falava em dar continuidade ao trabalho à frente do time, mas não foi o que aconteceu.


– Vínhamos fazendo jogos anteriores nos quais o resultado não acontecia como queríamos, mas tínhamos atuação boa. Hoje, não. Temos de olhar para frente. Vamos juntar os cacos, refletir, para voltar num nível de atuação acima do que foi hoje – sacramentou, em curta coletiva na Ilha do Urubu.

As críticas ao treinador vindas da arquibancada não esperaram o fim do jogo. No segundo tempo, com o placar já em 2 a 0 para o Vitória, foram pelo menos dois coros contundentes de “Fora, Zé Ricardo”, sem contar a “blitz” que alguns fizeram na porta do camarote da diretoria para, além de xingar o presidente Bandeira de Mello, pedirem a saída do treinador.

– Respeito sempre a torcida. O torcedor está na sua de cobrar, buscar a felicidade. Estamos chateados por não dar esse retorno à torcida – disse o treinador, reforçando que não toma decisões com base do que acontece nas arquibancadas:

– Isso nunca norteou meu trabalho, nem vai nortear. Sempre tive confiança no meu trabalho. Você não fica no Fla durante 15 anos se não tiver confiança. Encaro dificuldades como oportunidade de crescimento.


Fonte: Lance
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