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O Flamengo encarou o Cruzeiro pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, com dois desfalques importantes, Trauco na lateral e Rhodolfo que segue em tratamento após se lesionar na partida contra o Vasco. O rubro-negro foi em busca de mais três pontos para seguir o sonho do hepta, mas conseguiu arrancar apenas um ponto fora de casa.

O primeiro tempo foi de boas oportunidades, mas ambas equipes falharam no capricho no último toque. Já no segundo tempo, o Cruzeiro iniciou pressionando e quase abriu o placar, mas parou na boa defesa do goleiro Thiago. E foi o Flamengo que marcou aos 8 minutos com Éverton, de cabeça, depois de um cruzamento na medida do lateral Rodinei. Aos 14 minutos, Sassá descontou empatando a partida. O gol saiu após a falha do zagueiro Rafael Vaz que não acompanhou o atacante o deixando livre para a finalização.

Já é a segunda partida que o Diego não joga bem, e é também a segunda partida que é possível notar uma marcação firme em cima do jogador. O resultado é uma sequência de faltas duras e perigosas para a condição física do meia. 

E mais uma vez ataca as polêmicas substituições (?) do Zé Ricardo. Geuvânio entrou no lugar do Éverton Ribeiro, Diego saiu para entrada do Berrío e Cuéllar deu lugar para Mancuello. Éverton Ribeiro e Diego de fato não estava em tarde inspirada, mas tirar os dois do time é acabar com a criação, seria aceitável uma troca por jogadores com as mesmas características. Ou pelo Conca, que ninguém sabe onde anda, ou pelo próprio Éderson. Colocar dois jogadores de velocidade e não ter quem faça a ligação e distribua as bolas não é muito inteligente, e isso não uma corneta em relação aos que entraram, ambos entraram bem e criaram oportunidades. Mas, um jogador no meio, facilitaria a distribuição de bola.

No intervalo do jogo li uma notícia no El Pais envolvendo o ex-presidente do Atlético-MG e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que deu a seguinte declaração: “No mundo inteiro, futebol não é coisa para pobre. Doa a quem doer. Ingresso é caro em todo lugar. Torcida dividida e entrada a preço de banana estragada só existem no Brasil. O Atlético coloca ingresso a 20 reais e não lota o estádio. Futebol não é público, não é forma de ajuda social”.

O jogo retornou e uma das primeiras imagens que vi foi a faixa do Cruzeiro com os dizeres: o Cruzeiro é do povo. Por um momento imaginei todas as torcidas do Brasil levantando a bandeira de que o futebol é para o povo SIM! E que apesar da elitização estar cada vez mais presente ainda há forças para lutar contra.

Voltando para o Campeonato... mais uma vez deixamos escapar a oportunidade de pontuar e seguir em busca da liderança. O destaque do fim de semana foi o empate do “imbatível” Corinthians dentro de casa, como rubro-negra empolgada e otimista sigo acreditando no Hepta. Mas, com os pés no chão sabendo que cada ponto vale ouro e os pontos desperdiçados ao longo do campeonato futuramente custam caro.  O Flamengo dos últimos anos criou a “mania” de acordar no meio da competição, péssimo para quem almeja ser campeão.

Próximo jogo é contra o Palmeiras, quarta-feira, na Ilha do Urubu. Ganhar o confronto direto é mais do que obrigação para seguir o objetivo de conquistar o Hepta.

Por: Jaqueliny Botelho

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