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Os confrontos em São Januário ocorreram entre os apoiadores de Eurico Miranda e os opositores do presidente, iniciados dentro da mesma organizada, a Força Jovem. A guerra, no entanto, passou a ser financiada pelo próprio clube, quando o setor de segurança contratou membros da facção para atuar em jogos. Ou seja, passou a incluí-los na folha de pagamento do clube. As informações são da Polícia Militar, que há alguns meses vem monitorando essa proximidade entre a gestão de Eurico e a torcida, que está suspensa pelo Ministério Público.

As suspeitas começaram quando num jogo no início do ano no Engenhão, um membro de organizada foi detido por provocação de tumulto e ao se apresentar às autoridades mostrou o crachá de funcionário do Vasco. Após isso, outros casos foram levantados, de integrantes da agremiação que são contratados pelo clube.

"É a guerra entre os que recebem benefício do Eurico e os que não recebem", disse uma fonte ao Blog.

Na noite de sábado, o presidente cruzmaltino pediu desculpas pelo ocorrido, mas atribuiu a culpa à política a uma tentativa de "desestabilizar o futebol":

“Eu precisava pedir desculpas em nome do Vasco. O que aconteceu aqui não é Vasco. Não qualifique estas pessoas como torcedores. São vândalos, bandidos. Não estou dando explicação, mas tenho certeza que é algo que já estava preparado. Desde a primeira derrota que tivemos. É grupo político. Normalmente essas coisas são financiadas por alguém. Só visam a uma coisa: desestabilizar o futebol".

De acordo com a Polícia Militar, 12 pessoas foram detidas em São Januário ontem. Uma pessoa morreu vítima de disparo de arma de fogo. O Grupamento de Policiamento em Estádios (Gepe) disse que não apreendeu armas de fogo com os torcedores. Ainda de acordo com o batalhão, não foram presos integrantes uniformizados da Força Jovem, mas que é possível que eles estivessem no estádio, sem identificação:

"No local onde tradicionalmente ficava a Força Jovem, havia alguns torcedores sem camisa o que leva a crer que possivelmente alguns integrantes conseguiram adentrar ao estádio. Mas com certeza não entraram com camisas e/ou material", afirmou o comandante em exercício do Gepe, major Hilmar Faulhaber. 

Fonte: Gabriela Moreira/ESPN

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