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A estreia do Botafogo Reptiles e do Flamengo Imperadores na Liga Brasil de Futebol Americano BFA), neste domingo, marca um confronto entre quarterbacks que se conhecem muito bem: o rubro-negro Vitor Paiva e o alvinegro Ramon Martire. Ramon é fundador e treinador da Rio Football Academy, uma escolinha de futebol americano com sede na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde Vitor aprendeu a função mais importante de ataque do esporte.
 
Aos 18 anos, Vitor estreia em um jogo oficial como atleta justamente contra o mestre Ramon, que é 11 anos mais velho e tem dez anos de experiência no esporte. O jovem QB rubro-negro passou por três anos de aprendizado na academia até que ganhasse uma chance como titular em um dos principais times do país na modalidade. A rivalidade entre as equipes não impede que Martire torça por um bom desempenho do pupilo. 

- Já passei tudo que sei sobre ele para a nossa defesa (risos). Mas estou torcendo muito pelo sucesso dele, quero que entre e jogue muito bem para mostrar quem ele é e divulgue o projeto que faz parte, o Rio Football Academy, onde a gente está formando a molecada que está vindo aí e chegando muito bem no campeonato nacional - disse o QB botafoguense, de 29 anos. 

Paiva, conhecido como Pedalada, assume a titularidade do Flamengo Imperadores após uma temporada em que o time ficou com o vice-campeonato, foi derrotado pelo Timbó Rex por 36 a 24, com KC Frost, um QB americano, no comando do ataque. A responsabilidade de uma das posições mais cobradas não assusta o jovem.
 
- Estou acostumado com esse tipo de responsabilidade ao longo da minha vida. No colégio eu era representante de turma, depois presidente do grêmio estudantil, no RFA eu fui capitão, no futebol também sempre fui capitão do time. Agora é só um pessoal um pouco mais velho do que eu, a responsabilidade é a mesma que eu sempre tive. É saber lidar com o ser humano, estou bem tranquilo. É uma responsabilidade gostosa. É bom jogar com pressão, eu me sinto melhor - destacou Vitor.
 
Oportunidade não tem hora e, para Vitor Paiva, surgiu em um momento em que ele ainda não esperava ser titular, mas isso não significa que não esteja pronto. O jogador trata a estreia contra o "padrinho" como um sonho realizado. 

- Eu não esperava ser titular e enfrentar o Ramon já nesta temporada, mas estou muito feliz. Ele me ensinou praticamente tudo que eu sei da posição de quarterback. Vai ser uma honra jogar contra ele. Algo que eu sempre sonhei, só não achei que seria agora, mas estou muito animado - celebrou o jogador. 

A comissão técnica do Flamengo trata o jovem como um jogador de grande potencial, mas evita colocar o foco da partida na atuação do camisa 14. O objetivo é diminuir a pressão sobre o comandante do ataque, de apenas 18 anos.
 
- Estamos tentando tirar o foco dele, para que não sinta tanto a pressão. Tirar essa ideia de que, se ele não for bem, o ataque não vai andar para que não atrapalhe seu desempenho. Ele vem treinando bem, entendendo a dinâmica do time e o planejamento de jogo. O jogo corrido é com certeza primordial para tranquilizar ele. Principalmente no Brasil, correr com a bola é a grande arma de 95% dos times e a gente não foge muito a regra. Vamos jogar a pressão para a nossa linha ofensiva e nossos corredores - destacou o presidente do Flamengo, Felipe Leiria.  

Se a jovialidade é a marca do titular dos Imperadores, a experiência é praticamente o sobrenome de Ramon Martire. Titular do Botafogo Reptiles e da seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2015, Ramon já jogou pelo Flamengo e agora comanda o ataque alvinegro. 

- A seleção me trouxe muita experiência. Jogar no nível mais alto que o Brasil atingiu até hoje traz essa tranquilidade para desempenhar o melhor dentro de campo. Existe pouca coisa que eu não tenha visto no gramado. Ter passado por esse desafio facilita a leitura e o entendimento do jogo. Acredito que ajudou bastante no desenvolvimento, principalmente da posição de quarterback, que é muito complicada - disse Martire. 

Restrospecto rubro-negro

Grande parte dos jogadores já estava nos elencos das equipes na última temporada, quando se enfrentaram duas vezes pela Superliga Nacional de Futebol Americano. Duas vitórias rubro-negras, a primeira, por 43 a 3, na última rodada da temporada regular, e a segunda, 41 a 26, nas quartas de final dos playoffs. 

- Os times mudaram bastante. O Flamengo Imperadores mudou, e o Botafogo Reptiles mudou também. O primeiro confronto foi uma partida em que praticamente já estavam definidos os playoffs, então a gente se preocupou em manter a integridade física de todo mundo, não machucar e nem exagerar muito. No segundo a gente correu atrás, mas acabou perdendo também. Esse ano, temos a esperança de fazer diferente e ganhar dessa vez - apontou o presidente do Botafogo, Marcelo Bruno.

O Flamengo aposta na força das corridas para continuar castigando a defesa alvinegra. O jogo terrestre é tradicionalmente a principal força do potente ataque rubro-negro, que coloca na linha ofensiva o peso de garantir as jardas com as pernas. 

- O jogo corrido do Flamengo é a principal característica do ataque do time. Tenho certeza que não vou precisar fazer muita coisa nesse jogo, sem desrespeitar a equipe do Botafogo, é claro. Mas o jogo do Flamengo sempre foi correr muito com a bola e confiar na excelente defesa e na boa linha ofensiva. Então eu vou pegar o que a defesa me dá e o jogo terrestre certamente vai ser fundamental para me dar mais confiança ao longo da partida - concluiu Vitor Paiva.

Os times se enfrentam na rodada de abertura da BFA neste domingo, dia 2 de julho, às 14h no estádio Ronaldo Nazário, do São Cristóvão F.R. Os ingressos custam R$15 e serão vendidos na bilheteria do São Cristóvão na hora. 

*Gilberto Simões, estagiário, sob supervisão de Raphael Andriolo

Fonte: GE

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