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A entrada de Cuéllar, aliada aos bons retornos de Juan e Everton, deu coração a um apático Flamengo que vencera o Bahia (1 a 0) no último domingo, em Salvador. Nesta quarta, nos 2 a 0 sobre o Santos, foi o líder de roubadas de bola da partida (sete) e o de passes de sua equipe (51 - com quatro erros). E, com um "coração", celebrou o golaço que definiu o triunfo rubro-negro na Ilha do Urubu. O gesto tinha endereço: sua esposa, Gheraldin Pacheco, que estava ao lado de familiares no estádio. Dedicou também o primeiro gol pelo Fla a Paolo, seu filho. (veja os melhores momentos acima)

- Para minha mulher e meu filho, que deixei em casa. As tatuagens que tenho são dedicadas a eles. Graças a Deus, foi um bonito gol para a eles e toda minha família. Sabem o que eu vivi, o que estou vivendo agora. São os que estão do nosso lado quando o momento não é bom e quando é bom também. É para eles o gol.

Quando fala em "sabem o que vivi", Cuéllar refere-se ao longo período em que Zé Ricardo apostou na dupla de volantes Willian Arão e Márcio Araújo. Titular absoluto com Muricy Ramalho, o colombiano, que fizera bom início de 2016 pelo clube, foi encostado.

As chances só voltaram a aparecer quando estava praticamente emprestado ao Vitória. Cuéllar foi bem contra o Atlético-PR, seu primeiro jogo como titular no Brasileirão 2017. Seu crescimento coincidiu com a queda de Arão. E Gheraldin crê que o gol contra o Santos pode devolver ao marido o espaço perdido desde o segundo semestre do ano passado.

- Acredito que seja um gol que abre as portas para ele na temporada e para que siga lutando pelo seu lugar. Então creio que seja um gol que chega no melhor momento, porque creio que já merece jogar. Foi um gol que nos presenteou neste momento - afirmou a colombiana ao GloboEsporte.com.

Questionado se o gol pode ser um marco para si no Flamengo, Cuéllar disse que é o que mais deseja.

- Se Deus quiser sim. Foi um bonito gol, tentar seguir chutando desse jeito e balançar a rede, ajudar o Flamengo que é o mais importante.

Sintonia nos discursos de marido e mulher

Minutos depois de Gheraldin falar com o GloboEsporte.com, Cuéllar concedeu entrevista na zona mista da Ilha do Urubu. Confira como os discursos estavam afinados. Ambos falaram em persistir na busca por uma vaga e em não desperdiçar qualquer chance que lhe fosse dada.

- Quando aparece uma oportunidade, temos que aproveitar. Graças a Deus estou aproveitando. Eu esperei muito esse momento, trabalhei muito para isso. Tentar melhorar jogo a jogo e ajudar o Flamengo, é isso o mais importante. O time, os jogadores que estão aqui lutam dia a dia para tentar colocar o Flamengo onde ele merece, com essa grande torcida que tem - disse o jogador.

- Sempre digo a ele que tem que ter mais disposição que todos. E, quando chegar a hora, aproveitar da melhor maneira. E por isso estamos agradecidos ao técnico por ter dado a oportunidade para ele jogar, e ele foi muito bem. E que possa ser assim daqui para frente. Digo para confiar nele - emendou a esposa.

Cuéllar, que faz 25 anos em outubro, quer se consolidar no Flamengo. Para seguir bem, tem o apoio de Gheraldin e Paolo, a quem trata como "fortalezas".

- O valor é imenso (da companhia de ambos no Rio de Janeiro). A minha mulher sempre está do meu lado nos momentos ruins, apoiando. Meu filho é uma grande fortaleza para mim. Minha mulher é minha fortaleza, dou graças a Deus pela mulher que tenho do lado. Vou tentar sempre fazer o melhor para ele e meu filho - prometeu o jogador.

A esposa gosta do "lindo" Rio de Janeiro - como a própria - apesar da distância dos familiares, mas a permanência na cidade está condicionada a exclusivamente à felicidade do marido:

- Sempre digo que onde ele está feliz, eu e Paolo estamos felizes. Se ele quer estar aqui, apoiamos sempre. Se quer ir a outro clube, será igual. Então em qualquer equipe, vamos apoiar sempre.

"Com coração", Cuéllar lutou como um leão diante do Peixe. Desarmou, roubou bolas e fez o que não está acostumado: gol. Com o apoio dos que mais ama e de grande parte da torcida, deu grande passo para garantir uma sequência no time titular. Depois de quase deixar o clube, o pulso ainda pulsa para o colombiano na Gávea.

*Colaboraram Alexandre Ribeiro e Igor Rodrigues

VEJA NÚMEROS DE CUÉLLAR CONTRA O SANTOS:
Posse de bola: 2m10s (1º tempo: 1m15 / 2º tempo: 54s)
Finalizações: 2 (uma em cada tempo)
Roubadas de bola: 7 
Passes: 51 (47 certos / 4 errados)
Faltas cometidas: 4


Fonte: GE

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