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Quatro jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e uma eliminação vexatória na Copa Libertadores. O caminho do Flamengo na temporada segue turbulento e tem no comandante Zé Ricardo o principal responsável por tentar colocar o Rubro-negro novamente nos trilhos. Balançando no cargo desde a queda na principal competição sul-Americana, o técnico precisa vencer de qualquer forma para ao menos amenizar o ambiente.

Triunfar, no entanto, está longe de ser o único problema de Zé Ricardo no Ninho do Urubu. Como se não bastasse a necessidade de alcançar resultados emergenciais, ele precisa resolver uma série de questões que influenciam diretamente no desempenho diário e na sequência do trabalho. É como o treinador afirmou após o empate por 1 a 1 com o Avaí: "Sob pressão, as coisas tendem a ser piores".



Insatisfação de Conca
Darío Conca foi liberado pelo departamento médico e relacionado pela primeira vez por Zé Ricardo para o confronto contra o Avaí. O argentino nem sequer teve a oportunidade de entrar em campo e a demora em ser utilizado o deixa insatisfeito. Soma-se a isso o fato de que o Flamengo contratou Everton Ribeiro e está próximo de anunciar Geuvânio, jogadores capazes de realizar a função do camisa 19. Se levar em conta que Diego tem vaga cativa no time, como referência para os torcedores, a situação fica ainda pior.

"Se fosse o caso de tirar o Diego [contra o Avaí], utilizaríamos o Conca na condição dele. É muito difícil usar os dois juntos, pois não os temos com 100% de ritmo. Achamos um risco colocá-los em conjunto. Como optamos por continuar com o Diego, não fizemos a estreia do Conca. Assim que acharmos a possibilidade, vamos utilizá-lo também", explicou o técnico.

Insegurança dos goleiros

O lema "todo time começa por um bom goleiro" é outra busca de Zé Ricardo na Gávea. Não que Alex Muralha e Thiago sejam profissionais sem qualidade, mas a má fase do time contribui de forma determinante no trabalho dos jogadores. O ex-titular Muralha perdeu a posição pela sequência de falhas e insegurança demonstrada no momento mais delicado da equipe na temporada. Thiago, no entanto, tem apenas 21 anos e entrou no time com um considerável problema para resolver. Retomar a segurança defensiva é fundamental para vencer. Técnico e goleiros sabem bem disso.

"O Muralha é um jogador com personalidade e trabalha demais. O momento não era muito favorável e achamos por bem colocar o Thiago. Ele apoiou o atleta. Continuará se preparando. Por meritocracia, se precisar, ele volta. O Thiago tem personalidade e também vem treinando forte. Não tenho dúvida de que será um dos melhores goleiros do futebol brasileiro. A avaliação é positiva", disse o comandante.


Clamor por Vinicius Júnior

Em um momento de crise e com urgência de vitórias, Zé Ricardo precisa lidar com o clamor da torcida por Vinicius Júnior. Aos 16 anos, o jovem tem nas costas uma responsabilidade bem maior do que a natural. Negociado por R$ 164 milhões ao Real Madrid, ele precisa jogar para chegar com a maior bagagem possível aos Merengues. No entanto, forçar a barra pode não ser o melhor dos caminhos durante a má fase.

"O Vinicius tem a confiança para jogar, mas a cobrança deve ser proporcional à idade. Quanto mais jogar, mais tende a desenvolver, pois tem muito potencial", avaliou o treinador.

Time perdido após o vexame na Libertadores

Zé Ricardo sabe que precisa de vitórias, mas como triunfar com um time bem longe da performance demonstrada em outras ocasiões? A eliminação na Copa Libertadores foi uma espécie de divisor de águas na temporada. Desde então, a equipe ainda não se reencontrou e venceu apenas o Atlético-GO no Campeonato Brasileiro. A organização de outrora deu lugar a um time bagunçado e que tem dificuldades para criar o mínimo de jogadas. O empate com o Avaí foi mais uma prova do momento difícil.

"A verdade é que o nosso momento não é bom. Falta um pouco mais de confiança para buscarmos o resultado dentro de campo. Acho que não está faltando empenho. A confiança precisa retornar. Só com as vitórias teremos tranquilidade para jogar", ponderou Zé.

Pressão interna e nas arquibancadas

Apesar de referendado pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, Zé Ricardo sabe que está em situação delicada no Flamengo. É preciso uma sequência de triunfos para mudar o panorama. O técnico não é mais consenso no clube desde a queda vexatória na Libertadores. Existe pressão interna por uma troca no comando - conselheiros e integrantes da administração - e também de boa parte da torcida nas arquibancadas e nas redes sociais. Os protestos se tornaram quase diários no Rubro-negro, o que demonstra o ambiente de total instabilidade que o clube de maior torcida do país atravessa.

"A relação é de empregador para empregado, mas temos a confiança de que vamos sair disso juntos, com o apoio da torcida e da direção. Nos colocamos nessa situação. Sabemos que conviver com resultados ruins nos deixa pressionados. Estou consciente da minha responsabilidade e trabalho 24 horas para o Flamengo. O dia no qual entendermos, em comum acordo ou de forma unilateral, que as coisas não devem continuar, vou encarar de forma natural, pois sou profissional. Sei que passarei por momentos assim", encerrou Zé Ricardo.


Fonte: Uol

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