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O Flamengo nomeou uma Comissão de Inquérito para investigar o ex-presidente Kleber Leite, pelos prejuízos causados ao clube na ação do Consórcio Plaza. Os débitos que o Rubro-Negro teve de pagar por conta do caso foram de R$ 61 milhões, já finalizados. O dirigente corre o risco de até ser expulso do quadro de sócios do clube. 

No ano passado, o juiz Siro Darlan, benemérito do Fla, e outros conselheiros cobraram que o presidente Eduardo Bandeira de Mello entrasse com uma ação de regresso a fim de responsabilizar Kleber Leite por ter feito a dívida. Ele presidiu o Rubro-Negro entre 1995 e 1998. 

Kleber Leite, em abril de 2016, se defendeu das acusações em seu blog - veja o texto completo aqui -, e se disse vítima de "conspiração de malandragem, inconsequência e incompetência". Para Kleber Leite, o erro foi de Edmundo dos Santos Silva - presidente do Flamengo em 1999 -, que não tomou nenhuma providência contra o Consórcio e ainda "admitiu dívida que não existia", ironizando tratar-se de "uma louca vontade (de Edmundo) de pagar..." o Plaza.

Entenda o caso
 
A disputa judicial entre Flamengo e Consórcio Plaza se arrasta desde 2002 nos tribunais. O problema começou em 1996, quando Kleber Leite era o presidente do Flamengo. O montante se refere a uma dívida, que o clube não reconhecia, contraída com recebimento de R$ 6 milhões feito junto ao consórcio, que arrendaria a Gávea por 25 anos para a construção de um shopping. 

O empreendimento não saiu do papel e a verba já havia sido aplicada na contratação de Edmundo, e o caso passou a ser contestado na Justiça. Com o passar dos anos, a dívida se multiplicou e hoje, de acordo com cálculos do clube, passou de R$ 90 milhões. Em abril de 2016, o Conselho Deliberativo aprovou acordo de pagamento de R$ 61 milhões ao grupo Multiplan, do Consórcio Plaza, para encerrar o caso. 

Fonte: GE

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