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Uma das principais revelações do Flamengo nos últimos anos, Samir deixou o clube em dezembro de 2015 para defender as cores da Udinese, da Itália. Por ter ido muito novo, aos 20 anos, o jogador acabou emprestado ao Hellas Verona. Na temporada passada, enfim, vestiu a camisa da Udinese. E fez uma grande temporada de estreia.
Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o defensor falou sobre a experiência no exterior. Atuando como lateral-esquerdo, Samir explicou a nova função que vem exercendo. Gostu, pois teve mais liberdade para jogar. No entanto, fez questão de deixar claro que continua sendo um zagueiro, apenas atuando um pouco mais aberto:
"Eu sou um defensor. Eles costumam jogar com uma linha de quatro jogadores. Meu primeiro pensamento e defender. Quando aparece alguma oportunidade, de andar para frente, eles me deixam tranquilo. Mas sei que minha responsabilidade é de defender primeiro. Contra a Inter, eu tive a oportunidade de fazer a jogada do gol. Fico feliz de ter me adaptado bem à lateral. Mas deixo claro, sou um defensor que jogo pelo lado esquerdo”, afirmou.
Saiba mais:
Com 21 jogos na temporada pela Udinese, Samir teve pela frente muitos craques do futebol mundial. Dybala, Higuaín, Icardi e Mandzukic foram alguns dos atacantes que precisou se esforçar para marcar. Só que o jogador que mais tirou o sono do ex-Flamengo não foi nenhum astro, que, segundo Samir, na gíria do boleiro, não deitaram em cima dele:
"Sem meter marra, eu fui bem com todos os atacantes que joguei contra. Mas o mais difícil, que me deu mais trabalho, foi Suso, do Milan. No jogo contra eles, vencemos por 1 a 0, mas tive que correr bastante na hora de marcar”.
Outros trechos da entrevista:
Adaptação:
Foi maravilhosa. Seja com a cultura, com o clima. Arranhava já um pouco de italiano, pois minha mãe falava. Hoje já consigo conversar com todo mundo de forma tranquila.
Ajuda de brasileiros:
Tive alguns no time e isso, para quem está chegando de fora, é muito importante. Queria agradecer muito o Romulo Caldeira, que ainda está no Verona, e o Claudio Winck. Eles me ajudaram bastante.
Treinamento na Itália:
É muito diferente. Na Itália, quando se joga domingo, segunda é folga, na terça tem trabalho físico, mesmo na metade da temporada. Aqui (no Brasil), isso não existe. É muito difícil fazer trabalho físico. Por conta desse calendário que não dá. Lá, como tem semana cheia, fazemos sempre.
Jogos do Flamengo:
O fuso não ajuda muito. São cinco horas. Quando o jogo é à noite, fica um pouco difícil. Jogo domingo, à tarde, consigo ver bem o Flamengo. Quando é possível, vejo.

Fonte: FoxSports
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