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Zé Ricardo e Jair Ventura são técnicos de potencial e que estrearam no profissional quase ao mesmo tempo. De acordo com a realidade de cada clube, a dupla tem obtido alguns resultados. Estudiosos e com times quase sempre organizados, os dois administram de maneira diferente os elencos, apesar do discurso idêntico de meritocracia.

No Flamengo, por exemplo, Zé Ricardo já ficou conhecido pela torcida por insistir bastante com alguns jogadores. São vários exemplos, titulares ou reservas: Gabriel, Leandro Damião, Rafael Vaz, Márcio Araújo e Matheus Sávio. O último, inclusive, fez com que o treinador recebesse xingamentos intensos dos torcedores nos últimos jogos, principalmente após o vexame da eliminação na Copa Libertadores.

Rafael Vaz, por exemplo, chegou a ser barrado, mas voltou rapidamente com a lesão de Donatti. Márcio Araújo, igualmente, segue imbatível entre os onze. As críticas continuam em relação aos reservas. Insistências em Matheus Sávio e Leandro Damião não caem bem. A arquibancada costuma clamar por Vinicius Júnior e Felipe Vizeu.

"Sempre coloquei que trabalharíamos com a meritocracia. Todos os jogadores têm possibilidades e oportunidades por conta de ausências, competições diferentes... Contamos com todos os atletas no Flamengo. A meritocracia faz o jogador atuar mais ou menos", afirmou Zé Ricardo, ainda no começo do ano.

Jair Ventura, por outro lado, adota postura diferente no Botafogo. No início, ele até insistiu em Renan Fonseca, mas os erros em sequência fizeram com que o defensor passasse a ser utilizado com pouquíssima frequência. A partir deste momento, o Alvinegro adotou o "bobeou, rodou". Aqui, também são vários os exemplos: Gatito Fernandez, Emerson Silva, Airton, Rodrigo Lindoso, Camilo, Roger e Sassá.

Dois dos maiores destaques da postura de Jair se resume a Gatito e Camilo. O goleiro foi barrado por Helton Leite contra o Olímpia, na Libertadores. A curiosidade é que o substituto se lesionou, a partida foi para os pênaltis e o paraguaio virou herói da classificação ao pegar três cobranças. Já o camisa 10, um dos grandes destaques, foi barrado e deixou claro não ter gostado na ocasião.

"Meritocracia. Eles [jogadores] sabem que, quando estiverem no melhor momento, vão jogar. Isso aconteceu com o Emerson Silva. Quando o Emerson Santos ia voltar, falei: "Vou voltar com ele". E ele, mais experiente, disse: "É o momento dele, Jair". É legal ouvir isso. E depois voltei com o Emerson Silva. Nos treinos, eles veem quem está em melhor. Cabe ao treinador conseguir colocar o que tem de melhor", disse Jair Ventura em entrevista recente.

Com métodos distintos, os técnicos contam com o respeito da maioria dos jogadores. Eles costumam reproduzir o que é pedido nos treinamentos. O Botafogo saiu de forte candidato ao rebaixamento em 2016 para conseguir uma vaga na Libertadores - hoje está nas oitavas de final. O Flamengo, por sua vez, brigou até o fim pelo título com o Palmeiras e faturou o Carioca de 2017. Os times se enfrentam no próximo domingo, às 11h (de Brasília), em Volta Redonda. Será mais um duelo para ver qual "meritocracia" funciona melhor no momento.

Fonte: Uol

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