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Ao lado do esperado protagonismo de Guerrero, Marcio Araújo segue pela sombra e se consolida novamente no Flamengo. Não ser unanimidade entre a torcida não é novidade para um jogador que já chegou ao clube como segunda opção, em 2014, mas sempre ressurgiu das cinzas. O fato de ter marcado o gol do último título do clube, no Estadual daquele ano, jamais conferiu imunidade ao volante de 32 anos. Mas os aplausos no Maracanã após atuação de destaque contra a Universidad Católica, pela Libertadores, que terminaram com torcedores lançando o camisa oito para o alto na saída do estádio, retratam a nova virada de página, mas ele não se deixa levar pela euforia e desarma até os elogios depois de acertar 42 passes em campo.

- Quando a gente vai mal as críticas são pesadas e injustas. Agora não adianta focar em um jogador. Tem que focar a vitória, o grupo, o projeto. Não pode minimizar. Ontem eu era o pior do mundo e não sabia dar um passe. Claro que é bom ser reconhecido, mas vale mais o time - avisou.

Depois de conquistar o título da Copa do Brasil em 2013, o Flamengo foi atrás de um jogador capaz de se encaixar em um meio-campo que perdia Elias. Luiz Antonio era uma incógnita, e a contratação de Feijão junto ao Bahia se revelou desastrosa. O desejo do clube era em Denilson, então no São Paulo, mas o alto custo pesou. Marcio Araújo surgiu como opção mais barata e segura. Com passagens por Palmeiras e Atlético-MG, veio preencher uma lacuna emergencial, e foi ficando.

Após o primeiro ano de Marcio, o Flamengo gastou dinheiro para trazer o volante Jonas, que nunca se firmou. Na temporada seguinte, Cuéllar apareceu como solução definitiva, mas acabou deslocado para jogar mais adiantado e não vingou. Desta vez, Rômulo parecia a última tentativa de destronar Marcio Araújo, que renovou o contrato ano passado, mas começou 2017 na reserva. O tempo passou, e na hora do vamos ver, Marcio reapareceu para resguardar uma defesa lenta. São 18 jogos até agora no ano. Dez completos desde que voltou á equipe titular contra a Catolica, no Chile, e 14 no total. Em quatro, integrou a equipe mistas no Estadual e jogos em que os titulares foram poupados na Primeira Liga. Titular? Ele não se engana.

- Sempre fui pés no chão. Desde quando saí de São Luís. Acho que por isso estou aqui até hoje, por saber viver cada momento, não me iludir com o que acontece externamente - ensina.



Fonte: Extra Globo

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