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Willian Arão e Rafael Vaz não tiveram medo de encarar as críticas das torcidas de seus ex-clubes para jogar no rival Flamengo. Ao fazer o movimento de troca, ouviram vaias e piadas. Mas a decisão foi premiada, agora, com o título estadual pelo Flamengo.

No caso do ex-vascaíno Rafael Vaz, este foi seu terceiro Estadual seguido, sendo que, no último, havia saído de campo como o herói. Mas ele garante que o conquistado pelo Flamengo teve um sabor especial.

— Sou tricampeão! Estou muito feliz. São poucos jogadores que conseguem esse feito. Tem sabor especial porque não completei nem um ano de clube e já tenho título. Isso é muito importante. Este clube me acolheu muito bem.

Ao trocar São Januário pela Gávea, Vaz passou a lidar com as provocações dos vascaínos. Só que, ao invés de ser defendido pelos rubro-negros, ganhou a desconfiança da nova torcida. Emocionado pela conquista, garantiu não se importar com as críticas dos rubro-negros.

— A torcida tem que cobrar. Jogar no Flamengo é isso. É cobrança diária. E o jogador tem que estar acostumado. Mas claro que tenho que ter os pés no chão e correr sempre com raça e vontade para honrar esta camisa.

Willian Arão celebrou seu primeiro estadual Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
A troca feita por Willian Arão foi ainda mais marcante. Porque o volante não só passou a ser perseguido pela torcida do Botafogo como virou pivô da rixa entre os dois clubes, que dura até hoje. Ao conquistar o Estadual, ganhou mais um motivo para achar que fez a escolha certa.

— Graças a Deus estou fazendo um bom trabalho. O título coroa isso. Mas não estou satisfeito, não. Quero mais — disse Arão, ainda no gramado do Maracanã. — É uma sensação única. Só quem foi campeão pelo Flamengo sabe o que estou falando. É único e maravihoso ver a torcida fazendo esta festa

O volante ainda não havia conquistado um Estadual. Mas já havia chegado perto. Em 2015, ele foi vice-campeão pelo Botafogo. Perdeu a decisão justamente para o Vasco, de Vaz. O que pesou a favor desta vez?

— O que faz a diferença é o nosso trabalho. São os jogadores, a torcida... Tudo faz a diferença. É o merecimento. Nós merecemos este título. Quando eu estava no Botafogo, talvez nós não tívessemos lutado bastante ou jogado o suficiente para sermos campeões. Porém, hoje não. Jogamos o suficiente. Fizemos tudo o que tinha que ser feito e nos consagramos campeões.


Fonte: Extra

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