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Muito antes de a bola rolar para Flamengo e Fluminense neste domingo, o Maracanã já respirava o clima da decisão do Campeonato Carioca. As torcidas chegaram cedo. O clima fora do estádio foi quase tranquilo, mas confusões espalhadas entre rivais quebraram o clima de paz. Dentro, muita festa, com maioria rubro-negra, e guerra de vozes para que o clima fosse sentido pelos jogadores a todo momento. 

Bom seria, porém, que a guerra fosse só das 68.165 vozes dentro do Maracanã. O problema é que a voz, muitas vezes, foi utilizada para oprimir adversários. Em vários momentos, flamenguistas e tricolores, que se cruzavam nos arredores do estádio, trocaram ameaças. Nem famílias em carros escapavam. 

Também teve agressão. Em uma delas, um homem, que se dizia tricolor, mas não quis mostrar o rosto nem dizer o nome para a reportagem, foi perseguido e apanhou de torcedores do Fluminense. Depois do fim da confusão, o rapaz voltou e, ameaçado, teve de ser retirado “escoltado” por um policial com arma em punho. 

Pouco antes, uma outra confusão entre torcedores, mas com flamenguistas envolvidos também. Adversários trocaram provocações, aumentaram o tom e tiveram de ser contidos pela cavalaria, que dispersou o tumulto rapidamente.

Até pouco antes de a bola rolar e com certeza nos minutos iniciais, muitas filas enormes para troca de ingressos, principalmente para os rubro-negros. Torcedores perderam o início da decisão no Maracanã por causa do movimento nas bilheterias. 

Dentro do estádio, aí, sim, só guerra de vozes. Quando o Fluminense fez o gol nos minutos iniciais, por exemplo, o que mais se ouviu logo depois da comemoração tricolor foram os gritos de incentivos rubro-negros. Ninguém queria deixar de apoiar os jogadores em campo ou admitir que a torcida do rival cantava mais. 

Apesar do equilíbrio durante quase toda a decisão, o gol de Guerrero perto do fim calou os tricolores. A partir de então, só deu para ouvir os rubro-negros no Maracanã: muita festa, luzes com celulares e gritos de “é campeão” até não aguentarem mais.

Fonte: GE

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