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A demora em reinaugurar o agora rubro-negro Estádio Luso-Brasileiro causa apreensão na torcida do Flamengo. O clube desejava ter a arena pronta em março e disponibilizá-la para a fase de grupos da Libertadores, mas não conseguiu. Espera-se agora que o jogo de estreia aconteça na próxima quarta-feira, quando o Fla inicia sua caminhada na Copa do Brasil, às 19h30, contra o Atlético-GO. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Universidad Católica, na quarta-feira, o presidente Eduardo Bandeira de Mello chegou até a confirmar o duelo para o campo da Portuguesa, mas a CBF ainda não oficializou isso - em contrapartida, confirmou já nesta quinta-feira que o primeiro compromisso pelo Brasileiro, dia 13, contra o Atlético-MG, será realizado no Maracanã. O prazo para definir tal pendência se encerra nesta sexta-feira.
 
Na quinta-feira, houve uma inspeção feita pela CBF no local. Trata-se de uma visita técnica em que os inspetores da unidade fazem medições, conferem vestiários e as condições da área de visitantes. Para a liberação do estádio, ainda há a necessidade da obtenção de pelo menos três laudos importantes: do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios), dos Bombeiros e da Vigilância Sanitária - confira exigências feitas pela CBF no fim da matéria.
 
Maracanã é a alternativa em caso de veto ao Luso-Brasileiro
 
Se não consegui-los, o Flamengo tem como alternativa imediata o Maracanã. A definição tem de sair até esta sexta-feira pela necessidade da abertura da venda de ingressos. 

No clube, o discurso é de otimismo e contrário a pressões nos órgãos responsáveis pela emissão de alvarás liberatórios. Tal postura é pautada no processo de liberação do Maracanã para as partidas contra Corinthians, no ano passado, e San Lorenzo e Atlético-PR, estes em 2017. 

Confira exigências feitas pela CBF para a realização de um jogo num estádio:
  • Projeto executivo aprovado e registrado
  • Assinatura e recolhimento de ART do(s) responsável(is) pelo projeto
  • Verificação da procedência do material metálico a ser instalado (carga de resistência, tipo de metal, garantia do fabricante e/ou fornecedor, etc.)
  • Projeção de manutenção e avaliação das estruturas durante a temporada
  • Acomodações para o público devido a ampliação (bilheterias, catracas eletrônicas, sistema de monitoramento de câmera (CFTV), sistema som, placar eletrônico, banheiros masculinos, banheiros femininos, banheiros para PCD, bares, lanchonetes, sinalização interna e externa, luzes de emergência, gerador de emergência, sistema de iluminação para o campo, espaço reservado para torcida visitante, entre outros)
  • As arquibancadas provisórias deverão ser necessariamente objeto de Laudo de Estabilidade Estrutural, além dos Laudos Técnicos de Estádios exigidos pela Lei nº 10.671/0323 e Portaria nº 290/1524 do Ministério do Esporte.
  • A arquibancada provisória deverá estar totalmente concluída e disponível para inspeção a tempo de permitir que seja inspecionada pelos técnicos competentes, quando então serão emitidos os laudos técnicos correspondentes, os quais deverão ser recebidos pela DCO em até trinta (30) dias antes da data prevista para a utilização do estádio.
  • Laudo de Segurança (Polícia Militar)
  • Laudo de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico (Corpo de Bombeiros)
  • Laudo de Condições Sanitárias e de Higiene (Vigilância Sanitária)
  • Laudo de Vistoria de Engenharia, acessibilidade e conforto
  • Laudo de Estabilidade Estrutural
Fonte: GE

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