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Eles surgiram com muita expectativa no Flamengo. Eram tratados como joias no clube e tiveram que lidar com a famosa "pressão" em vestir a camisa do time mais popular do Brasil ainda muito novos. Luiz Philipe "Muralha" e Diego Maurício "Drogbinha", hoje atuam no futebol da Coréia do Sul, e bateram um papo exclusivo com o FOXSports.com.br.

Em pauta: Vinicius Júnior, a nova promessa do Rubro-Negro, já vendida ao poderoso Real Madrid por nada mais nada menos que 45 milhões de euros (R$ 165 milhões).

Muralha surgiu entre os profissionais do Flamengo em 2011, após ser campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior com o time sub-20 rubro-negro. Tido como um volante habilidoso e de bom passe, estreou na equipe principal dando uma assistência na vitória por 4 a 1 sobre o Atlético-MG. Apesar do bom início, não conseguiu se firmar - foram 64 jogos (em duas passagens) e nenhum gol marcado, segundo dados do site O Gol, - acabando emprestado a times como Portuguesa, Bragantino, Luverdense e atualmente aoPohang Steelers, equipe que briga na parte de cima da K-League, o campeonato sul-coreano.

"No Flamengo, todo mundo sabe, a pressão é muito grande, principalmente quando você é promessa. Acho que isso me atrapalhou um pouco também, por ser tão novo. Você sendo da base, se oscilar um pouco, acaba não sendo o jogador que joga sempre e a torcida acaba pegando um pouco no pé. O jogador fica um pouco nervoso e acaba não sendo aquilo que se espera", diz o meio-campista, que aproveita para fazer um pedido: "Acho que com os jogadores da base tem que ter um pouco de paciência, são novos, vão oscilar, é normal. Dificilmente vão fazer todos os jogos bem".

O atacante Diego Maurício seguiu caminho parecido. Surgiu bem em 2010, chegando a ser comparado ao craque marfinense Didier Drogba. No ano seguinte, foi campeão com a Seleção Brasileira do Campeonato Sul-Americano Sub-20, ao lado de Neymar, mas não conseguiu o sucesso esperado com a camisa do Flamengo. Foram 78 jogos e 8 gols marcados durante a passagem que durou até 2012. Mas Diego tem uma visão otimista e prefere destacar o lado positivo da experiência no clube carioca.

"Chegar no profissional do Flamengo é uma dificuldade muito grande. É uma vaga para cem, duzentas pessoas. Chegar lá (profissionais) já é uma vitória. Acho que isso já é vingar. Jogar bem e jogar mal faz parte do jogador. Às vezes não dá certo em um clube, mas dá no outro. Chegar no profissional do Flamengo e jogar com Maracanã cheio não é para qualquer um", afirmou o hoje centroavante do Gangwon FC, onde é rival do ex-companheiro de time Muralha, também na liga sul-coreana.

Que conselhos daria a Vinicius Júnior?

Luiz Philipe "Muralha":

"Tenho acompanhado. Excelente jogador, todo mundo já viu que é diferente, só que é muito jovem. Tem que ter paciência, calma, muito novo, 16 anos, ainda está na escola. Essa venda para o Real, acho que o Flamengo não foi mal. Foi bom para os dois lados, tanto para o garoto (Vinicius Jr) como para o Flamengo. O clube fez dinheiro e conseguiu abrir uma porta para um time grande que é o Real Madrid. Vai ser bom para o garoto também, que agora já subiu para o profissional. Ele vai ficar um pouco mais maduro e já vai para lá com um pouco mais de experiência. Vai entrar um dinheiro bom... o clube vai conseguir fazer boas contratações para o Brasileiro"

Diego Maurício "Drogbinha":

"Pressão todo jogador que joga em time grande vai passar. Isso é normal tanto no Flamengo quanto em outras equipes grandes do Brasil. Eu não daria conselho, diria para ele continuar a fazer o que sabe, tem muita qualidade. Que continue sendo ousado e fazendo o que gosta de fazer dentro do campo. Que se sinta bem, fazendo a torcida feliz, ele e a família do lado, felizes. Que faça o que sabe com muita alegria, já é um grande jogador e vai ser cada vez mais".

Fonte: Fox Sports

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