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O discurso oficial tem sido o mesmo desde o apito final em Buenos Aires, há dez dias, na derrota para o San Lorenzo. A eliminação na Libertadores não chegou a ameaçar tanto o departamento de futebol e nem o técnico Zé Ricardo à frente do Flamengo. Nos bastidores, no entanto, a queda precoce e inesperada no torneio continental, mais que um baque, serviu para reflexão na Gávea.

Bem distante do Ninho do Urubu, a diretoria se reuniu algumas vezes e discutiu quais ações tomar. Apesar da insatisfação com os resultados, Zé é bem avaliado e tem a confiança dos dirigentes. Mas há conversas para nova representatividade na vice-presidência de futebol. Hoje, três nomes da diretoria são bem cotados: Claudio Pracownik, Alexandre Wrobel e Pedro Paulo Pereira.

Nomes influentes do Conselho Diretor, o vice-presidente de Finanças (Pracownik), de Patrimônio (Wrobel) e de Planejamento (Pereira) são, inclusive, apontados como naturais indicados para a sucessão presidencial de Bandeira em 2018. Apesar da discussão do tema, ainda não há consenso sobre o nome que assumiria a pasta. Até porque, seja por compromissos pessoais ou profissionais, os três dirigentes rubro-negros têm seus empecilhos para assumir a vice-presidência de futebol.

O assunto ainda está em discussão. Existe a pressão de alguns conselheiros (por um novo vice-presidente de futebol) e há também críticas à condução da pasta no clube, mas por ora Bandeira segue acumulando a vice-presidência de futebol. O mandatário é o responsável direto pela pasta desde que Flavio Godinho foi preso na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Bandeira não é exatamente entusiasta da ideia de ter um novo vice-presidente. Ele ouviu as alegações e as cobranças internas, assim como de grupos que o apoiam na administração. Há entendimento de que um vice-presidente evitaria a exposição ainda maior de Bandeira. Tiraria o presidente do foco direto de insatisfações.

Desde a saída de Godinho, Rodrigo Caetano é o único dirigente respondendo pelo departamento de futebol do clube. O diretor geral Fred Luz também participa mais de perto do futebol desde a saída do ex-dirigente do Rubro-Negro.

O incômodo de conselheiros na Gávea aumentou com a proximidade da abertura da janela de transferências, no próximo mês. Rodrigo é quem está trabalhando na busca por reforços - ele viajou no início da semana para os Emirados Árabes para tratar da contratações de Éverton Ribeiro. Há quase um ano, Godinho foi peça fundamental na negociação que trouxe Diego para o clube.

Internamente, outros grupos políticos já pediram mudanças na estrutura departamento de futebol. Mas a maioria não avalia como necessária a demissão de Zé Ricardo. Até porque é de comum acordo que não existe atualmente um outro treinador que seja unanimidade, com apoio interno e externo que tem, por exemplo, o nome de Cuca, no Palmeiras.

Fonte: GE

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