GuidePedia

 
A boa fase de Guerreiro ou o poderio coletivo ofensivo do Fluminense? A ausência de Diego no Flamengo ou a dificuldade tricolor na bola área defensiva? Sejar virtudes ou deficiências, as caracterísitcas dos times fazem parte do duelo decisivo de domingo, no Maracanã. Elas podem ajudar a decidir quem será o campeão carioca. 

O Flamengo tem a vantagem de ter vencido por 1 a 0 o primeiro jogo. Será campeão com vitória ou empate. O Flu precisa ganhar por dois de diferença. Se for por um, a decisão será nos pênaltis.
Confira! 

Pontos fortes do Flamengo
 
Guerreiro impossível
 
Guerrero vive seu melhor momento no Flamengo. Tem 11 gols em 17 jogos pelo clube na temporada e mais dois em mesmo número de partidas pelo Peru. Decidiu duas das três vitórias rubro-negras na Libertadores, é o artilheiro do Carioca e parou de tomar cartões infantilmente. 

Variação tática sem Diego
 
Após a saída de Diego, que sofreu contusão no joelho direito durante a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR, em 12 de abril, Zé Ricardo foi obrigado a lançar mão de novas estratégias e saiu-se muito bem. Na semifinal contra o Botafogo (2 a 1), ao ver que Gabriel não rendia na ponta, colocou Berrío no lugar de Rômulo e puxou o baiano para o meio. Deu muito certo, e o Fla venceu. Repetiu tal estratégia na quarta-feira passada, contra a Católica, jogo no qual Mancuello ia mal pelo meio e Gabriel novamente não rendia na ponta. Desta vez, ao centralizar o camisa 17, apostou em Rodinei como ponta e deu-se muito bem. Em tais duelos, não se privou de mudar o 4-1-4-1 pelo 4-2-3-1. Renê e Trauco juntos foi outra sacada. Esta, porém, foi testada pela primeira vez justamente na partida em que Diego se machucou. 

Bola parada
 
O Flamengo tem sido forte nas bolas paradas ofensivas. Dez gols saíram dessa forma. Willian Arão já marcou quatro vezes neste ano aproveitando-se de levantamentos na área, contra Fluminense (dois - em dois jogos diferentes), Vasco e San Lorenzo.

Pontos fortes do Fluminense
 
Ataque positivo
 
Nos 26 jogos do ano, o Fluminense só não marcou gol em três: diante de Internacional (Primeira Liga), Madureira e Flamengo (Carioca). O time balançou a rede adversária 55 vezes, sendo o segundo ataque mais positivo do Brasil, ao lado do Sport - o líder é o Vitória (57). O quarto, curiosamente, é o Flamengo, com 50. O artilheiro no ano é Henrique Dourado (10), mas Richarlison (9) lidera a estatística no Carioca, com 8. Há diversidade nos gols, afinal, Orejuela é o único titular que está em branco - além do goleiro Diego Cavalieri, claro.

Semana de treinos
 
Assim como na primeira final, o Flu teve mais uma semana livre para treinar. A maratona de jogos deu uma trégua. Abel trabalhou a equipe no CT euqnato o rival teve confrontos pela Libertadores. O Flu vai mais descansado e com mais tempo para corrigir erros e aprimorar virtudes. 

Futebol envolvente

Abel Braga, um treinador adepto do futebol ofensivo, implantou um modelo de jogo que prima pela busca incessante do gol. Para tal, o time aposta na velocidade e na intensidade. Wellington e Richarlison, pelos lados, e Wendel e Sornoza, pelo meio, aliam a rápida troca de passes com marcação pressão contra o adversário. Normalmente, a equipe domina o rival. Só foi inferior nos confrontos com Madureira e Flamengo. 

Pontos fracos do Flamengo
 
Aproveitamento de Muralha em pênaltis
 
Se não vive seu momento mais seguro no Flamengo - falhou na derrota para o Atlético-PR -, Alex Muralha ainda precisa melhorar, ou ter mais sorte, em um quesito: pênaltis. Desde 2015, só pegou um de 17 cobrados contra as equipes que defendia.

Desgaste físico e mental
 
Em 10 dias, da vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo aos 3 a 1 diante da Universidad Católica, o Flamengo disputou quatro partidas consecutivas e extremamente decisivas. Everton, por exemplo, teve de tomar um anti-inflamatório intramuscular para jogar a primeira partida da final do Carioca, vencida por 1 a 0 contra o Fluminense. Guerrero mostrou sinais de cansaço diante do próprio Flu e no duelo com os chilenos. 

Sem a referência
 
Zé Ricardo tirou coelhos da cartola no período sem Diego, mas é evidente que o camisa 35 (10 na Libertadores) faz muita falta. Não há outro jogador que organize tão bem o meio-campo e mostre tanta agressividade e dinamismo atuando centralizado. No próprio jogo da contusão, contra o Atlético-PR, atuando no sacrifício, fez um golaço e quase anotou outro - bateu na trave.

Pontos fracos do Fluminense
 
Bola aérea defensiva
 
A defesa, setor muito criticado no ano passado, melhorou nas mãos de Abelão. Porém, os gols sofridos pelo alto ainda incomodam. Dos 27, 14 saíram desta forma. À exceção de Henrique, Renato Chaves e Henrique Dourado, a equipe é relativamente baixa.

Time jovem
 
São apenas cinco meses de trabalho, e o time é jovem. Apenas o goleiro Diego Cavalieri e o zagueiro Henrique passaram da casa dos 30 anos. Lucas e Henrique Dourado são experientes, verdade. Mas Wendel, Wellington Silva e Richarlison, três destaques da equipe, estão em começo de carreira e oscilam como é natural nesta faica etária. A média de idade do time é de 24,9 anos. 

Gustavo Scarpa
 
Tudo bem que, com Richarlison, Abel conseguiu encontrar um substituto e formar um esquema para o time após a lesão de Gustavo Scarpa. Porém, o camisa 10 é o melhor jogador do Flu. Disputar título sem ele é prejuízo. O meia não atua desde 25 de fevereiro, quando machucou o pé direito após entrada de Douglas Lima, do Madureira.

Fonte: GE

Curta nossa página no Facebook:http://migre.me/tbpub
Siga-nos no Twitter:http://migre.me/tbpub



 
Top