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Nesta troca de mensagens entre Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo – aliás, brilhante vice-presidente -, e o amigo Mário Cruz, rei da comunicação em vermelho e preto (a rainha é Marilene Dabus), fica claro que alguma coisa não anda bem.

Pelo texto de Póvoa, nas entrelinhas, é fácil perceber o descontentamento pelo fato do clube estar investindo no futebol de forma não equilibrada com os esportes amadores. A princípio, Póvoa está se retirando até o final do ano, porém, pelo jeito, não é bem isso.

Seria leviano de minha parte fazer qualquer tipo de comentário por absoluta falta de conhecimento sobre o tema atual. Apenas, de coração, sugiro que o nosso presidente vista o uniforme de bombeiro e apague este incêndio que não é nada bom para o Flamengo.

Não se encontra gente apaixonada, séria, competente e vencedora, como Alexandre Póvoa, em cada esquina. O momento pede humildade, camaradagem e, amor ao clube.

“Caro Póvoa, 

Consternado com este seu pedido de licença, faço questão de elogiar sua postura à frente dos nossos Esportes Olímpicos. Sem a menor dúvida, seu desempenho o qualificou como o melhor VP de Esportes Olímpicos de todos os tempos.

Ficamos na torcida para seu retorno em Dezembro.

Forte abraço

Mario Cruz”-

“Caro Mário,


Agradeço de coração as referências elogiosas à minha pessoa. Meu trabalho foi apenas “devolver” ao Flamengo um pouco de tudo que o clube me deu na vida, sobretudo em termos de formação pessoal como atleta, sem contar as alegrias como torcedor.

O problema é que minha visão de um Flamengo único – com o futebol como grande carro-chefe, mas com os Esportes Olímpicos e a Gávea como grandes complementos inseparáveis do todo – não é compartilhada pela maioria. As conquistas desses 4 anos foram enormes, mas ninguém imagina o desgaste interno, sobretudo em uma época que juntou a necessária austeridade e maus resultados no futebol.

Esperava ao menos que, a essa altura do campeonato, alguma convergência dessa visão na atual diretoria já estivesse acontecendo, mas as dificuldades continuam as mesmas. Tudo é um parto quando o assunto não é futebol (onde o dinheiro começa a sobrar). Acho que fiz minha parte, minha visão de Flamengo é outra (por isso, fiquei feliz em poder, mesmo que de forma humilde, homenagear o Presidente Márcio Braga), inclusive em questões do futebol.

Além disso, sacrifiquei muito minha vida profissional, mas isso não seria um problema se sentisse um respaldo maior.

Vamos ver em dezembro, mas infelizmente acho difícil a minha continuidade, vamos ver se aparece alguma luz nesse caminho até lá. Mas estarei sempre por perto, sem brigas, dentro de um ideal de um Flamengo de vanguarda, único e indivisível.

Abraços,

Póvoa“

Fonte: Blog do Kleber Leite

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