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A Odebrecht está disposta a vender o controle do Maracanã para que possa deixar a administração do estádio. Depois de abrir uma ação para tentar romper o contrato de concessão a qual mantém com o governo, a companhia agora negocia com a empresa francesa Lagarde a venda dos direitos sobre a arena. A construtora quer cerca de R$ 40 milhões para repassar a concessão.
Odebrecht e Lagarde iniciaram na semana passada uma negociação para o possível repasse do controle do Maracanã. Nesta sexta-feira (4), representantes das empresas conversaram com o governo sobre o negócio, que é visto como uma possibilidade concreta.
O governo do Rio é o dono do Maracanã. Em 2013, organizou uma licitação e concedeu o estádio a um grupo de empresas controlado pela Odebrecht, a Maracanã SA. Acontece que o negócio nunca deu certo. Neste ano, a Odebrecht decidiu deixar a administração da arena.
O governo do Rio não quer mais administrar o estádio. Por isso, já iniciou estudos sobre uma nova licitação do Maracanã. Com a negociação entre Odebrecht e Lagarde, é possível que a concorrência não seja mais necessária, o que impacta diretamente nos planos de Flamengo e Fluminense.
Os clubes não falam sobre o assunto, mas reprovam internamente a possibilidade. Isso os impediria de participar de um novo processo de licitação e os deixaria mais uma vez reféns da administração.
O Rubro-negro, por exemplo, se vê como protagonista e já deixou claro não ter a ideia de celebrar um novo contrato de locação com um eventual sucessor do atual consórcio. O Tricolor se apoia no longo contrato de 32 anos com a atual concessionária.
Até o fim de novembro, o Maracanã permanece administrado pelo comitê Rio-2016. A tendência é a de que em breve a situação sobre o futuro do principal estádio do país seja resolvida. Procurada pela reportagem, a Odebrecht optou por não comentar.
Fonte: Lance

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