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A novela sobre o futuro do Maracanã ganhou um importante capítulo na tarde de quinta-feira, no Rio de Janeiro. Uma reunião entre o Governo do Estado, Odebrecht e a empresa francesa Lagardère tratou de uma possível transferência de comando na administração do estádio sem a necessidade de nova licitação, que depende de um estudo realizado da Fundação Getúlio Vargas para ser oficializada. A FGV tem até dia 20 de novembro para entregar o documento.

Vencedora da licitação que aconteceu antes da Copa das Confederações de 2013, a Odebrecht pediu, em maio deste ano, a rescisão do contrato de concessão, alegando estar fazendo "um trabalho contínuo para reduzir os custos fixos, minimizar os prejuízos operacionais e se adequar aos impactos da alteração unilateral do contrato de concessão e aos períodos de interrupção da operação como na Copa do Mundo (2014) e Jogos Rio 2016". 

A Odebrecht alega que o contrato inicial previa a demolição do Parque Aquático Julio Delamare, o estádio de atletismo Célio de Barros e a Escola Municipal Friedenreich. O que não aconteceu. Seriam construídos bares, restaurantes e um estacionamento que aumentariam o lucro da empresa, como foi mostrado um um estudo de viabilidade feito pela mesma antes da licitação. 

Sem um acordo com o Governo do Rio de Janeiro e com dificuldades para manter os custos do estádio, a Odebrecht pediu, no último mês de outubro, arbitragem, que é um dispositivo jurídico previsto em contratos público-privados. Sendo assim, três árbitros indicados pelas partes interessadas vão avaliar o estudo da Fundação Getúlio Vargas, responsável em julgar eventuais litígios no contrato, e podem definir uma data para a saída da concessionária.

Franceses perderam licitação

A francesa Lagardère chegou a disputar a licitação com a Odebrecht, mas perdeu. Ela, que administra o Castelão, em Fortaleza, e o Independência, em Belo Horizonte, voltou a se interessar ao saber da desistência da adversária.  A empresa é um conglomerado de mídia nas áreas de editoração, varejo, comunicação e aeroespacial.

Fla, Flu e Ferj sonharam com a administração

Flamengo e Fluminense se mostraram interessados em fazer uma gestão compartilhada do Maracanã. Com estudo em mãos, o Rubro-Negro apontou para participação maior na exploração do estádio. O Fluminense rejeitou a ideia e tinha em mãos um trunfo: contrato de mais 32 anos com a atual concessionária. Além dos clubes, a Federação de Futebol do Rio (Ferj) chegou a buscar parceiros para tentar ficar no lugar da Odebrecht.

Fonte: GE 

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