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Em sua primeira entrevista no Ninho do Urubu após os gols e boas atuações contra Corinthians e Atlético-MG, Guerrero chegou cheio de confiança. E chegou falando em acreditar no hepta.

Apesar dos cinco pontos de diferença do Rubro-Negro para o líder Palmeiras, o peruano está determinado a buscar cinco vitórias, conta que, em sua visão, é a ideal para a conquista do título.

- Poderia estar melhor, poderíamos ter resultados melhores, mas ainda faltam cinco jogos e nada está confirmado. Acho que estamos brigando pelo título. Se ganharmos os cinco jogos, acho que temos uma grande chance de sermos campeões.

Questionado se os torcedores têm entendido melhor seu estilo de jogo e o fato de não marcar muitos gols, o atacante de 32 anos disse não se incomodar com isso. Considera-se um jogador não apenas focado pela torcida, mas também pelos zagueiros rivais.

- Na verdade, eu não escuto isso. Eu mesmo sei que posso melhorar em campo. Todo mundo sabe que sou centroavante, que tenho de esperar cruzamentos e enfiadas de bolas. Às vezes não tive tantas oportunidades. Sei que a torcida às vezes se desespera, mas é do jogo, e eu espero seguir tendo oportunidades de gols. Sei que é uma alternativa boa eu também criar.

- Sou um jogador muito visado, não só por torcedores, mas pelos zagueiros também. Às vezes abro espaços, consigo fazer a tabela.

Confira outros trechos da entrevista de Guerrero:

Busca por cinco vitórias e foco no Botafogo

Hoje temos que pensar só positivo, só pensar em ganhar para ainda manter o objetivo de sair campeão. Não só nós, mas os demais que estão brigando pelo título também têm que ganhar. Faltam cinco jogos e estamos numa disputa muito forte. Temos que começar a pensar em ganhar. Mais importante é ganhar os cinco jogos, e esse clássico é muito importante.

Por que o Flamengo conseguiu chegar na reta final na briga mesmo viajando muito?

Ajuda da torcida foi muito importante. Onde jogamos teve estádio cheio. A nossa vontade também foi um fator importante para que o time conseguisse os resultados jogando dentro de casa, mas fora de casa ao mesmo tempo. Trabalhamos muito esse ano, passamos momentos difíceis por estar viajando e ficar longe da nossa família. É difícil. Foi um ano muito cansativo, difícil, mas acho que valeu a pena porque estamos disputando o título. Temos que pensar com cabeça fria: "Porra, trabalhamos forte, e esperamos que Deus nos dê o campeonato como uma compensação no fim do ano".

Participação decisiva

Os gols vêm conforme o time está trabalhando. Uns fazem espaços, e eu faço os gols. Ou crio espaços, e meus companheiros fazem os gols. A gente cria, às vezes o centroavante não faz o gol, mas cria espaço para o meia e o atacante por fora fazer o gol. O time encaixou bem. No começo do ano estava um pouco difícil, estávamos com Muricy, depois com Zé. Tivemos uma sequência de jogos importantes. Acho que trabalhamos bem essa parte.

Necessidade de mudar o estilo

Os times sabem como jogamos, e nós temos que mudar um pouco. Sabem que jogamos muito pela beirada, a chegada do Diego encaixou bem, porque ele gosta de enfiar a bola. Consigo fazer os gols conforme o trabalho do time.

Palmeiras em segundo plano

Na verdade, temos que pensar somente no nosso time. Certo que é importante o resultado do Palmeiras, mas temos que pensar em nós e em ganhar os três pontos, mas ainda jogando no nosso estádio e com a nossa torcida. Pensamos primeiro no sábado e depois nos adversários.

Autoavaliação da temporada

Não posso fazer uma definição de como foi o ano agora, porque estamos jogando. Vou fazer quando acabar o campeonato. Depois, vou ver o que fiz bem e o que fiz mal. Não posso fazer essa autocrítica agora. Tenho que pensar nos adversários. Se eu não fizer gols, o mais importante são os três pontos.

Conversam sobre a importância de não recuar quando estão vencendo?

Fala muito. Não é só um que fala. Todos companheiros estão de acordo, é um time que tem muita qualidade. Tem que jogar do mesmo jeito. Primeiro tempo contra Atlético tivemos uma pegada muito forte. Temos que manter. Temos que entrar do mesmo jeito contra o Botafogo.

Gostou de jogar com Damião na reta final do jogo com o Galo?


Acho que uma boa chance que tem, mas quem escolhe é o professor Zé, é importante. Ajuda bastante, porque eu sei que os zagueiros não sabem quem marcar com dois centroavantes. São dois aguardar sobrar uma bola para finalizar.

Elogios a Zé

É um estudioso do futebol. Excelente pessoa, é um tipo que gosta de futebol, gosta de estudar futebol e sistemas de última geração. Os treinos são muito interessantes. A gente gosta muito do trabalho do Zé e fica muito feliz com ele. A palestra dele nos motiva muito. É um estudioso. Ele vai aprender, porque acho que é a primeira vez que conduz um time profissional. Acho que o caminho dele está certo e que vai ter sucesso.

Melhor momento no Flamengo?


Eu tento conversar muito com os companheiros fora do campo, tento compreendê-los e tento fazer que eles compreendam a mim. Eu quero que eles tenham confiança em mim para me dar a bola quando for. Não sou um centroavante que quero chutar todas as bolas. Sinto que eles querem jogar comigo e eu também quero entender eles bem. Espero entrar nessa química com os meias e com os atacantes do lado.

Torcida ao lado dele após críticas?

O que sinto é que sim. O que senti no último jogo no Maracanã foi uma grande sensação. É gostoso jogar no Maracanã com o estádio cheio de flamenguistas. É lindo, mexe comigo e com todos os companheiros.

Tabu de não vencer o Botafogo desde 2014

Todos clássicos têm diferentes histórias. Não se pode dizer que a gente tem um tabu com o Botafogo. Todos jogos são diferentes. A gente já está planejando o sistema de sábado. Podemos pensar que a gente pode ser campeão. Com certeza vamos entrar com fome de ser campeão.

Fonte: GE

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