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No bojo dos seis títulos brasileiros que festeja (80, 82, 83, 87, 92 e 2009), o Flamengo teve sempre uma dupla ofensiva (as vezes um trio!) a embalar as conquistas.

E independentemente dos bons nomes que compunham o todo...

Zico e Nunes em 80 e 82, Zico e Baltazar em 83, Zico e Renato em 87, Júnior e Gaúcho em 92 e Petkovic, Adriano em 2009...

POR ISSO é absolutamente compreensível o frenesi criado em torno da imagem do centroavante Paolo Guerrero, autor de quatro gols nos últimos cinco jogos.

Justamente na sequência mais difícil do time neste returno.

Porque além de terem sido gols decisivos para o resultado final, pareceram ter saído do singular entendimento com Diego.

É EVIDENTE que o despertar do peruano não vem do já perfeito entendimento com o camisa 10 que veste a 35.

Mas é fácil perceber que a rápida adaptação de Diego ao sistema desenhado por Zé Ricardo facilita a movimentação de Guerrero e dificulta a marcação individual.

Como se a simples presença de uma cabeça pensante no meio-campo dessa vida ao ataque.

E NO FUNDO foi isso mesmo.

Não é a toa que Diego tem apenas uma derrota com o time em 13 jogos pelo Brasileiro _ o recente 2 a 1 para o Internacional, na Arena Beira Rio.

Nem sempre é ele o protagonista.

Mas é quase sempre quem faz girar o sistema, quem atrai as atenções dos adversários e quem desmonta a estratégia tática dos oponentes.

É quase meio time...

E É JUSTAMENTE neste ponto que acontece o despertar de Guerrero.

Diego deu ao peruano a oportunidade de ele ser apenas o "fazedor de gols" do Flamengo, não mais o ícone, a principal e única referência.

Guerrero, que nunca foi um líder das artilharias, veio para ser o autor dos gols decisivos.

E começa agora a ser percebido como um atacante com um poder diferenciado...

IMPOSSÍVEL dizer se essa nova fase, este momento diferente de Guerrero, será suficiente para dar levar o Flamengo à conquista do Brasileiro.

Mas tenho a impressão que se Diego tivesse chegado à Gávea no início do ano o estágio seria outro.

Juntos, Diego e Paolo Guerrero representam a base de um padrão que pode fazer do Flamengo o time a ser batido em 2017.

Principalmente com coadjuvantes de ótima qualidade...

Fonte: Gilmar Ferreira

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