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O Maracanã está cada vez mais perto de ver a concessão vendida. Ao contrário do que foi divulgado pelo Governo do Estado, de que pretende fazer uma nova licitação, na qual os clubes pudessem participar, avançaram muito as conversas com a empresa francesa Lagardere. Ela compraria a concessão da Odebrecht e seria a administradora do estádio pelos próximos 32 anos que faltam para o término da licitação.
O plano já havia sido noticiado pelo jornal O Globo na semana passada. E nesta quinta-feira, conforme apurou o Blog, uma reunião em estágio avançado de negociações ocorreu na secretaria de Fazenda do Rio para tratar do assunto. Estiveram presentes membros da empresa, que tem como parceira a conhecida BWA, negociadores da Odebrecht e representantes da Casa Civil.
Nenhum clube participou ou participa destas novas conversas. Mas não é exatamente isso que mais importa aos envolvidos no momento. Com as finanças do Estado em estágio de penúria e as da Odebrecht, idem, o que mais atrai a ambas as partes é que o dinheiro entre em caixa. A francesa estaria disposta a pagar. O que se discute, no momento, é uma redução do valor previsto pela concessão. Querem um reequilíbrio que visa diminuir o valor que a construtora teria de gastar no estádio e seus arredores: cerca de R$ 590 milhões, uma vez que não haverá mais a possibilidade de se construir shoppings e estacionamentos, entre outros.
Também passa por mudar o tempo de duração do contrato. A Odebrecht defendia que deveria haver um reequilíbrio periódico, de 3 em 3 anos, e a cada reavaliação, queria o direito de sair do negócio se entender que não está valendo a pena. O Governo não concordava com este ponto até bem pouco tempo.
Sem os clubes
Num passado recente, Flamengo e Fluminense já haviam manifestado à reportagem que não aceitariam um novo acordo, sem que os clubes fossem "protagonistas" do contrato. O presidente do rubro-negro foi consultado mais uma vez sobre o assunto:
"O Flamengo não participou dessa reunião. Desconheço o que foi tratado. Assim, continuamos aguardando a continuidade do processo licitatório que definirá o novo marco regulatório e ainda não definimos quais serão nossos parceiros", respondeu Eduardo Bandeira de Mello.
A mesma pergunta foi feita ao presidente Tricolor. Peter Siemsen respondeu que
"O clube está aguardando uma comunicação oficial para poder se manifestar sobre o assunto. Como já escutamos vários rumores diferentes, preferimos esperar o Governo Estadual nos comunicar sobre o andamento".
O fato de a Lagardere estar associada à empresa dos irmãos Bruno e Walter Balsimelli, cuja atuação no estádio vem dos tempos da velha Suderj, também é um ponto que afasta a dupla Fla-Flu.
Não só os clubes, mas o avanço das negociações frustam as empresas que manifestaram interesse em assumir o estádio, com a promessa de nova licitação. CSM (Golden Goal), IMM (antiga IMX) e AEG. As quatro haviam estabelecido contato oficial com a concessionária durante este ano. Após o anúncio da licitação, o empresário Roberto Medina, do Rock In Rio, também procurou os clubes na intenção de assumir o estádio.
Atualmente, a BWA faz a gestão de dois estádios no país: o Castelão (Fortaleza) e o Independência (BH).
A Concessionária Maracanã informou que não irá se manifestar sobre o assunto. 
Fonte: Gabriela Moreira/ESPN

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