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O governo estadual receberá nos próximos dias o parecer da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o Maracanã. No documento, serão indicados caminhos para a resolução do imbróglio sobre a concessão do estádio. Sejam quais forem as regras, o Flamengo teme pela possível junção da Federação de Futebol (Ferj), rival do clube, às empresas BWA/Lagardere, derrotadas pela Odebrechet, que, em junho, desistiu da gestão do Maracanã.

Eduardo Bandeira, presidente do Flamengo, é a favor de nova licitação. O contrato atual do rubro-negro com a concessionária vai até 31 de dezembro. A alternativa do governo estadual à licitação é o que desagrada ao clube. Como já foi publicado pelo GLOBO, em outubro, o Estado negocia repassar a administração ao grupo perdedor da primeira licitação: BWA/Lagardere.

— A empresas se associariam à Ferj, que vai querer que o Flamengo jogue lá, estrangulando o Flamengo. A partir de janeiro, nós não somos mais obrigados a jogar lá, não tem contrato. Se isso se confirmar, apresentarão um contrato a longo prazo. Mas nós não vamos (aceitar). Se eles pensam que nos obrigarão, porque a Ferj não nos dará licença para jogar em outro estado, eles vão quebrar a cara. Vamos sofrer, a torcida sofrerá e o Flamengo sofrerá, mas sobreviveremos sem o Maracanã — disse Eduardo Bandeira.

A necessidade de autorização da Ferj diz respeito ao Carioca, que ocupa quase todo o primeiro semestre, caso o time vá à final, em maio.

FERJ QUER OPERAR JOGOS

Em nota enviada ao GLOBO, a Ferj garantiu que não terá participação na administração, mas desejaria operar os jogos. “A Federação de Futebol não tem participação na administração do Maracanã. Apenas reafirma que se disponibiliza a operar as partidas, como sempre ocorreu”, diz parte da nota, que defende, ainda, a utilização igualitária do Maracanã pelos quatro grandes.
Ao saber da intenção de Ferj operar os jogos, Bandeira de Mello foi sucinto:

— Não concordamos.

O Flamengo está fechado com a Chime Sports & Marketing (CSM). Em caso de o governo estadual abrir nova licitação e o Flamengo/CSM conseguirem a administração, seria a empresa a operadora dos jogos do rubro-negro. Ainda assim, Bandeira garante que os demais times poderiam atuar no Maracanã, arcando com os custos dos seus jogos. O Maracanã custa R$ 30 milhões/ano.

Alternativa considerada pelo Flamengo como um possível risco jurídico, a transferência de concessão para o grupo perdedor manteria os contratos com o rubro-negro e com o Fluminense nos moldes atuais, sem a participação dos clubes na administração.

— O Flamengo não se vê participando se não for o protagonista. Como não há formalmente um modelo, deveremos esperar o estudo da FGV — disse Fred Luz, diretor geral do Flamengo.

— A informação que temos é que contrataram a FGV para fazer o estudo. É o único caminho com transparência e segurança jurídica. Não temos o que criticar do governo — completou Bandeira.

Sobre a preocupação do Flamengo, de depender da Federação para atuar em outras praças, a Ferj informou que isto seria falar sobre “uma hipótese". E ressaltou que “tem o objetivo de fazer o futebol carioca mais forte e unido através do diálogo”.

Fonte: O globo

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