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Hoje à tarde o Flamengo joga contra o Santos no Maracanã, encerrando a sua temporada no Campeonato Brasileiro. Amanhã as chaves do estádio poderão ser devolvidas ao seu dono. Qual dono?

A privataria do governo do Estado do Rio gastou R$ 1,1 bilhão para reformar o estádio, privatizou-o e entregou-o à Odebrecht. Ela desistiu do negócio e quer devolver o elefante ao governador Pezão, mas seu governo não quer recebê-lo. Haviam-no emprestado à Rio 2016, mas ela já o entregou. O Maracanã foi repassado, de boca, ao Flamengo. E assim um dos melhores estádios do mundo virou um campo de várzea, onde o dono da birosca combina quem poderá utilizá-lo no fim de semana.

O único caminho seguro para evitar que o caso termine em Bangu é o de uma nova licitação. O governo mutilou a concorrência anterior e passou a perna na Odebrecht. Ela fingiu que podia perder as áreas da pista de atletismo, da piscina, de uma escola e do Museu de Índio. Nesse espaço, construiria um shopping e operaria um estacionamento. A empreiteira deveria ter saído do negócio, mas acreditou nos seus superpoderes. Deu-se mal, comprou um mico e não o quer mais.

O governo do Rio poderia ter desenhado o edital da nova licitação há mais de um ano mas não fez nada, como nada fez em relação a coisa nenhuma. Nisso, a pista de atletismo, a piscina, o museu e o Maracanãzinho estão arruinados. O Maracanã tem oito estúdios e um teatro de 400 lugares. Hoje, sua manutenção, inclusive os R$ 80 mil do gramado, sai por R$ 1,7 milhão mensais. Quem vai pagar?

Fonte: O globo/Elio Gaspari 

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