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O calendário do futebol brasileiro trouxe novidades para o ano de 2017. Além de estar mais reduzida, para compensar as extensões da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana, a Copa do Brasil traz as duas primeiras fases em jogos únicos. Os Estaduais ainda têm uma data a menos.

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O LANCE! traz a repercussão do calendário entre especialistas e comentaristas.

JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO - Colunista do LANCE!

Dois pontos centrais em relação ao calendário do futebol brasileiro não foram alvos de discussão como mereciam. A definição da forma como times grandes nos Estaduais, que devia ser repensada. As competições não têm o mesmo glamour, mas podem ser úteis para os de menor investimento se manterem em atividade por um tempo maior. Além disto, é necessário refletir sobre a adaptação ou não ao calendário da Europa ocidental.

De resto, são válidos o jogo único em duas primeiras rodadas da Copa do Brasil e o crescimento da Libertadores. Mas a distribuição de vagas tem de ser mudada. Concentrar em seis ou sete do Brasileirão banalizará a competição.

DANIEL BORTOLETTO - Editor de Mídias Sociais do LANCE!

Os clubes grandes não abrem mão do dinheiro dos Estaduais. E consequentemente terão 18 datas do calendário comprometidas com eles. Segue sendo um exagero. Depois não vale reclamar de que a preparação para a Libertadores foi atrapalhada, senhores cartolas. O jogo único nas primeiras fases da Copa do Brasil é válido como teste.

EDUARDO MANSELL - Editor do LANCE!

Em relação ao calendário, acredito que seja válido os clubes que disputam a Sul-Americana poderem participar da Copa do Brasil até o fim. Algo que não acontecia agora por conta daquele critério louco de opção.

A curiosidade fica em relação ao jogo único das fases iniciais. Um grande clube do eixo Rio-SP vai jogar contra um time do Amapá, por exemplo. Esse jogo será em qual estado? E se acontecer empate? Enfim, é preciso um maior esclarecimento em relação ao torneio para podermos ter uma opinião mais detalhada.

JUCA KFOURI - Colunista da "Folha de S. Paulo"

Mesmo com as mudanças, o calendário continua a trazer absurdos para o futebol brasileiro. Além de 18 datas dedicadas ao Estadual, as datas-Fifa seguem próximas de partidas entre clubes, inclusive com uma delas sendo 48 horas antes de uma decisão de Copa do Brasil.

Enfim, segue tudo o que a CBF promete e não cumpre há anos. Enquanto o calendário brasileiro não se adaptar ao restante do mundial, vão seguir estes problemas.


MAURO BETING - Comentarista do Esporte Interativo

O calendário de 2017 ainda não é o ideal, mas apontou boas mudanças. A Copa Libertadores merecia ser ampliada, embora haja o risco de banalizar as vagas do Brasileirão. A ampliação da Copa Sul-Americana também é boa, embora tenha o risco da proximidade de sua decisão do Mundial de Clubes.

A redução de participantes da Copa do Brasil para 80 clubes e o jogo único nas duas primeiras fases foram fundamentais. O torneio está mais curto, em um tempo certo, e dá margem para clubes no segundo semestre darem atenções a competições simultâneas com força máxima. Em relação à diminuição de datas dos Estaduais, também traz o indicativo da busca por mudança.

Agora, alguns pontos seguem em aberto. Os clubes deviam ter uma semana a mais para sua pré-temporada, as datas-Fifa ainda estão próximas até de jogos decisivos (embora este calendário traga um desejo de ajuste quanto a isto)... Mas, o crucial era adaptar o calendário brasileiro ao da Europa.

Fonte: Lance

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