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Após 18 meses de trabalhos, a CPI do Futebol no Senado foi encerrada nesta quarta com a apresentação do relatório final que indicia nove dirigentes. Entre eles estão os ex-presidentes da CBF José Maria Marin e Ricardo Teixeira, e o atual chefe da entidade que comanda o futebol brasileiro, Marco Polo Del Nero. As acusações foram apresentadas em relatório paralelo de 1024 páginas que foi assinado pelos senadores Romário (PSB-RJ), que preside a CPI, e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O documento à parte foi elaborado por conta do material apresentado por Romero Jucá, relator da CPI, cujo texto traz apenas propostas de melhoras para o futebol brasileiro e não responsabiliza nenhum dirigente pelos crimes apontados no esporte. Jucá é tido como um dos aliados da CBF no Congresso.

A CPI cita suspeitas sobre diversos episódios envolvendo os cartolas, como a compra da sede da CBF, a relação entre a entidade e o Grupo Águia, do empresário Wagner Abrahão, financiamento de campanha do vice-presidente Gustavo Feijó à prefeitura de Boca da Mata, em Alagoas, além de outras transações de Marco Polo Del Nero, como compra de barco, apartamento no Rio e viagens a Barbados no avião da CBF. 
Em relação a Del Nero, o relatório apresentado por Romário acusa o atual presidente da CBF pelos crimes de estelionato, crime contra a ordem tributária, crime contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime eleitoral, acusações que levaram em consideração a compra da sede da CBF, as investigações do caso Fifa e o financiamento não declarado de campanhas eleitorais pela CBF.
Além de Del Nero, Marin e Teixeira, também foram indiciados Gustavo Dantas Feijó, vice-presidente da CBF; Antônio Osório Ribeiro Lopes da Costa, ex-diretor financeiro da entidade; Marcus Vicente, deputado federal e vice da CBF; José Hawilla, empresário; Kléber Leite, empresário; e Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF.

- Infelizmente, os dirigentes têm jogado nosso futebol no fundo do poço e um dos objetivos dessa CPI foi investigar crimes como casos de corrupção apontados nesse relatório – afirmou Romário, durante a sessão da CPI. 

Na sessão em que ambos os relatórios foram apresentados, os membros da CPI pediram vistas e a votação dos documentos ficará para a próxima reunião deliberativa da comissão, que deve ocorrer na próxima quarta-feira.
Fonte: Lance

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