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Neste returno, o Flamengo tem apresentado extrema dificuldade para administrar vantagens em jogos contra rivais de peso. Foi assim contra Palmeiras (1×1), Internacional (1×2) e Atlético-MG (2×2). No primeiro turno, a “entregada” mais frustrante foi contra o Botafogo, no empate por 3 a 3.
Em coletiva nesta semana, o meia-atacante Gabriel mostrou preocupação sobre o fato de o Fla não estar segurando vitórias que parecem certas na competição.
– Temos que saber controlar o jogo quando está na frente do placar, saber o que fazer em todos os momentos da partida. É ter paciência quando estiver em vantagem.
A entregada no primeiro turno
Em clássico no qual nem tinha o domínio do jogo, o Flamengo foi extremamente oportunista. Das nove finalizações, fez três gols. Sustentou o 3 a 1 até os 34 minutos do segundo tempo, quando Neílton fez o segundo gol alvinegro. Três minutos depois, Salgueiro empatou o duelo.
Na partida em questão, as mexidas de Zé Ricardo chamaram o Botafogo para o campo de defesa rubro-negro. Saíram Cirino e Everton para as entradas de Canteros e Cuéllar. Empatada a partida, Zé tentou reparar seu erro e colocou Fernandinho no lugar de Mancuello, mas foi em vão.
Botafogo muito diferente e seguro defensivamente
O Rubro-Negro terá pela frente neste sábado, no Maracanã, um Alvinegro totalmente diferente do que enfrentou na 15ª rodada. Ainda dirigido por Ricardo Gomes, o Bota era 14ª colocado e estava ameaçado pelo Z-4. O Flamengo, por sua vez, já flertava com a ponta, na sexta colocação, com 23 pontos – a seis do líder e com a mesma pontuação do G-4, à época fechado pelo Santos.
O Botafogo de hoje tem a melhor campanha do returno, com 31 pontos (10 vitórias, um empate, três derrotas e saldo de gols 11). E o mais expressivo: sofreu apenas cinco gols em 14 partidas. Será difícil o Flamengo fazer três gols novamente no rival, então perder chances pode ser fatal.
Aproveitar é palavra de ordem na Gávea e, dentre os quatro postulantes ao título, o Flamengo tem o pior rendimento no comparativo finalizações x gols. Fez 47 gols em 446 tentativas, contra 56 em 440 do Palmeiras, 51 em 357 do Santos e 56 em 385 do Atlético-MG. O Rubro-Negro, aliás, é o time que mais finaliza no Brasileirão 2016.
Flamengo também bastante mudado
O Flamengo que enfrentou o Botafogo tinha em sua formação titular: Alex Muralha, Pará, Réver, Juan e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Mancuello; Marcelo Cirino, Everton e Guerrero.
Fernandinho e Gabriel pouco jogavam, e Rafael Vaz ficava ausente de uma partida pela última vez no Brasileirão. Mancuello e Cirino perderam espaço, e o que mudou de vez o Flamengo foi a chegada de Diego.
Coincidências entre aquele momento e o atual apenas no esquema: 4-3-3 e na inspiração de Guerrero. A partir do clássico, o peruano voltou às redes nos dois jogos seguintes, contra América-MG (2×1) e Coritiba (2×0).
Fonte: GE
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