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O Flamengo não quer deixar apenas a última impressão no Brasileiro basear o planejamento para 2017. Por isso, o clube já tem a avaliação do elenco praticamente pronta. O resultado do jogo deste domingo, contra o Coritiba, às 19h30, no Maracanã - o Palmeiras pode sacramentar o título e eliminar o cheirinho de hepta - não deve mudar o status dos jogadores rubro-negros.

Dos 13 reforços contratados que ainda atuam no clube, o grupo que chegou no meio do ano rendeu mais. A primeira safra, de janeiro, da qual fazem parte a maioria dos estrangeiros, não encaixou tão bem ao esquema tático predominante.

Ao longo de toda a temporada, desde que Muricy Ramalho assumiu, o time funciona melhor atuando com dois pontas abertos no ataque. Os pedidos por variação foram atendidos com Zé Ricardo, mas a equipe não reage bem, por isso o técnico mantém o chamado 4-3-3.

De acordo com análise interna, a dificuldade de mudar passa pela característica dos atletas. Com zagueiros lentos, os pontas são doutrinados a ajudar laterais e volantes na fase defensiva do jogo. Mas esses mesmos pontas não são vistos como diferenciados para, na fase ofensiva, desequilibrar.

Assim, a ideia é buscar reforços de ponta para o ataque em 2017. As opções de momento não deram certo. Alan Patrick e Mancuello, testados na posição e com mais qualidade, não aguentaram a parte física. No esquema com dois meias, zagueiros e laterias ficaram sobrecarregados.

Há esperança que, com mais tempo e adaptação, os estrangeiros evoluam. O zagueiro Donatti mostrou dificuldade para sair jogando de trás e ainda se lesionou. Já Cuéllar estava acostumado com marcação individual na Colômbia e não compõe tão bem a linha de meio-campo, na avaliação da comissão técnica.

Por sua vez, Mancuello é visto como segundo volante mais centralizado. Pelos lados, parece perdido em campo. Na defesa, o único considerado veloz é o garoto Leo Duarte. Juan, que pode renovar, também é lento, assim como os titulares Réver e Rafael Vaz.

Assim, Zé Ricardo manda a campo hoje o que funcionou melhor até agora. Qualquer novidade precisará de tempo e peças com mais qualidade. O meia Diego seguirá sobrecarregado e Guerrero terá que dar o seu melhor para o Flamengo fazer algo diferente. A dupla sobra tecnicamente, hoje, seguida pelo lateral Jorge. E só. William Arão, que começou bem o ano, caiu. O Flamengo quer manter a base, mas precisa de um salto de qualidade. E sabe disso.

Fonte: Extra

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