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O Flamengo tem cinco títulos brasileiros e a conquista da Copa União 1987. Aí fica ao gosto do leitor chamar de penta (de direito, com o título brasileiro oficialmente do Sport) ou hexa (de fato, com todas as particularidades daquele ano no futebol do país).
Mas não tem nenhum vice. Ao menos de 1971 para cá, com um formato mais ”oficial”. Em 1964 perdeu para o Santos de Pelé na Taça Brasil, mas apesar da oficialização da CBF ainda é um tema controverso pela fórmula mais semelhante à da Copa do Brasil. Outra discussão.
Voltando ao vice, na brincadeira sadia com os rivais, na mesa de bar é algo que o flamenguista se vangloria. O Vasco foi vice em 1979, 1984 e 2011 (além de 1965). O Botafogo em 1972 e 1992, para o próprio Flamengo, e mais 1962. Curiosamente, o Fluminense é que não tem vice algum, desde 1959. Mas o tricolor não faz tanto barulho por isso.
O rubro-negro, sim. E em 2007 esteve bem próximo da segunda colocação. Na arrancada com Joel Santana e a volta do Maracanã depois do Pan do Rio de Janeiro, o Flamengo venceu até o bicampeão São Paulo em seus domínios – 1 a 0, gol de Ibson.
Garantiu vaga na Libertadores na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Paranaense na penúltima rodada e poderia ter ficado com o vice-campeonato se superasse o Náutico (15º colocado) fora de casa. Mas a campanha como visitante não era das melhores e a ressaca e o cansaço pela reação na competição, além da força do Timbu nos Aflitos, deram no 1 a 0 que ”livrou” o Fla da segunda colocação.
Ficou para o Santos, que também perdeu na despedida do campeonato para o Fluminense, quinto colocado e campeão da Copa do Brasil, por 4 a 2. O último vice do alvinegro praiano. A última vez que dois paulistas terminaram no topo da tabela do Brasileiro.
Pode se repetir agora, com a confirmação matemática do Palmeiras, se o Santos não perder para o Flamengo no Maracanã ou, mesmo com derrota, confirmar contra o já rebaixado América na Vila Belmiro e o time carioca for derrotado na pedreira na última rodada: o Atlético-PR na Arena da Baixada lutando para confirmar presença no G-6.
Com o Atlético Mineiro a cinco pontos de distância e focado na decisão da Copa do Brasil, o G-3 e, consequentemente, a vaga direta na fase de grupos da Libertadores parecem garantidos para o Flamengo. Fora os 3,4 milhões a mais de premiação da CBF para o vice em relação ao terceiro colocado, não há grande vantagem em terminar em segundo. Afinal, dinheiro não é tudo. Ainda mais para quem tem as contas em dia. Talvez para o torcedor a ”tradição” sugira que é melhor ficar atrás.
Para o time, porém, se despedir com vitória no Maracanã em 2016 após o reencontro com o estádio lendário e tratado como casa pela torcida, depois dos empates com Corinthians, Botafogo e Coritiba, talvez tenha um sabor especial.
Se vacilar, o Santos repete o feito de nove anos atrás e fica com a ”medalha de prata”.  Novidade nenhuma para o octacampeão (na versão unificada e oficial) que já ficou em segundo outras seis vezes  – 1983, 1995, 2003, além de 2007 e mais 1959 e 1966.
Fonte: Blog do André Rocha
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