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O Zé Ricardo compenetrado, com explicações quase didáticas de cada momento do jogo, estava ali na entrevista coletiva. Mas havia também um abatimento e decepção no olhar do treinador. Ele admitiu que a atuação do primeiro tempo foi determinante para o resultado final e disse que a melhora da segunda etapa não bastou para o time seguir na cola do Palmeiras. O empate por 2 a 2 no retorno ao Maracanã, contra o Corinthians, deixou o Flamengo mais distante do Palmeiras - agora são seis pontos de vantagem. Mas Zé não jogou a toalha na briga pelo título do Campeonato Brasileiro a seis rodadas do fim.

- Não fomos bem na primeira etapa. Tem a ansiedade de voltar a jogar (no Maracanã), com a torcida apoiando, mas não achei que foi isso (que determinou). Tomamos gol logo em seguida do gol anulado (de Guerrero) corretamente . Desconcentramos na segunda bola e o Corinthians abriu o placar. Tomamos outro no contra-ataque, o time deles é muito rápido, tem muito talento e conseguiram fazer o segundo. Difícil ir para o intervalo com outro gol. Mas recuperamos bem, nos expusemos um pouco, houve esforço e dedicação durante o tempo todo. Agora é seguir lutando porque o campeonato ficou um pouco mais difícil, mas temos por obrigação de lutar até o final depois dessa festa maravilhosa - disse o treinador do Flamengo.

O técnico elogiou a partida de Emerson Sheik e de Guerrero, mas cobrou atuação mais regular do Flamengo. No entendimento do treinador, os altos e baixos das últimas partidas não podem continuar para a reta decisiva. No próximo sábado, o Flamengo enfrenta o Atlético-MG em Belo Horizonte. Atuação mais consistente será fundamental para o time sair com a vitória. 

Acompanhe abaixo esta e outras respostas do treinador na entrevista coletiva após o empate por 2 a 2 contra o Corinthians. O jogo marcou a volta do Flamengo ao Maracanã.

Confira a entrevista de Zé Ricardo
Jogo a jogo

Temos que pensar cada jogo, cada rodada. As surpresas acontecem, mas temos que fazer jogos melhores do que fizemos aqui. Ou de forma linear, coisa que não ocorreu hoje. Para chegar na casa do Atlético-MG e conquistar os três pontos. Neste momento da competição, o nível de competitivade acaba aumentando, cada equipe com seus objetivos. 

Guerrero

Já falei algumas vezes: Guerrero é um dos atacantes de maior qualidade do futebol mundial. Hoje ele estava em uma tarde, noite, boa, inspirado. Hoje ele nos ajudou bastante, mais um pouco teria feito o terceiro de cabeça ali. Todo ser humano pode não ir bem num dia ou outro, mas hoje ele fez o que se espera dele realmente. Mostrou seu oportunismo e competência.

Surpresa positiva com Emerson

A participação dele até me surpreendeu. Esperava que pudesse aguentar bem o primeiro tempo, mas no segundo tempo talvez não. E ele conseguiu manter o ritmo. Tinha mais uma troca para fazer, mas não esperava que o Jorge acabasse se sentindo mal. A experiência dele sempre conta muito. Teve oportunidade aos 42 minutos e poderia ter decretado a vitóira, mas me deixou contente a participação dos dois (Guerrero e Sheik) nessa partida.

Alteração tática

Treinamos a semana com essa opção (dupla de ataque) para que pudéssemos ter dois no ataque, para que eles se aproximassem mais. Os dois têm qualidade e inteligência para tocar bem a bola. Emerson também conseguiu ajudar quando não tínhamos a posse de bola, conseguindo fazer a recomposição. Caso não conseguisse fazer, Arão sairia mais e o Mancuello e Márcio Araújo ficariam por dentro. Costumo dizer que mudança de estrututa demanda mais tempo. Os jogadores já estão condicionados, pré-determinados a uma situação. Queríamos desequilibrar o Corinthians com os dois atacantes, posicionar com um losango sem a bola. Mas o Corinthians conseguiu sair bem com Uendel, Marquinhos Gabriel e Rodriguinho, saíam bem com duas tabelas. Isso nos complicou mais quando Guilherme se aproximava. Mas a mudança não sentiu todo efeito que esperava. A simples entrada do Fernandinho foi suficiente para voltarmos a jogar da maneira que vínhamos jogando. Mas fizemos segundo tempo melhor. Acho que faltou paciência e calma para conseguir a vitória. Mas sobrou 
vontade. Vamos brigar todas as partidas, não vamos desistir.

Entrada de Fernandinho e Damião

Mancuello saiu por questão física, tomou choque na costela, sentiu dores no vestiário. Mas era ideia minha tirá-lo. Antecipei. Leandro foi questão mais de estratégia, difícil você jogar o tempo todo com um jogador com as características dele, de referência. Como precisávamos muito da vitória, ainda teve a expulsão, fomos para cima. Era momento delicado, com time leve do Corinthians na frente, poderíamos expor demais. Oswaldo foi inteligente, colocou Marlone e Lucca pelo lado para criar mais velocidade. Tentamos jogar pelo lado com Fernando e Emerson, povoamos o centro da área para tentar nesse tipo de bola a virada. Faltou sorte.

* Mais informações em instantes.

Fonte: GE

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