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O Flamengo disputa o título do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. O rubro-negro tem 57 pontos, três atrás do Verdão. O blog conversou com o diretor-executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, sobre a luta pela taça, gestão do clube carioca, Zé Ricardo e a difícil convivência entre dirigentes profissionais e amadores no futebol. Acompanhem a entrevista exclusiva.
Flamengo X Palmeiras 
''Tenho a expectativa do Flamengo chegar na frente do Palmeiras. A gente sabe que é difícil porque o Palmeiras não está somente três pontos à frente, na verdade está quase a quatro pontos por conta do saldo de gols. O que anima o Flamengo, como está muito equilibrado, é como se fosse o jogo dos erros. Não só você tem que ter a performance de fazer o seu resultado, mas na esperança do teu concorrente em algum momento ter um deslize, um tropeço. Da mesma forma que o Palmeiras espera isso do Flamengo para também distanciar, nós esperamos isso do Palmeiras para que nos aproximemos deles. Claro, a gente não pode esquecer nunca do Atlético-MG também, Santos, mas no caso do Palmeiras a esperança de que em algum momento haja o deslize e nós tenhamos daqui até o final da competição, foco 100%, aproveitamento 100%. Essa é a idéia''.
Flamengo chegou pela gestão ou montagem do elenco
''Eu acho que os dois. Passou por um período de muita dificuldade porque a gestão sempre teve como objetivo sanear as dívidas, recuperar o clube, recuperar a credibilidade. O que eu vejo desse ano, principalmente, é que houve um investimento que para muitos não aparece. Investimento na tecnologia e nos equipamentos no Centro de Treinamento. Então, isso fez com que, mesmo com todas essas viagens, o Flamengo tivesse uma performance de poder bater uma liderança. Eu acredito somada à montagem de elenco e a boa performance de jogadores, viabilizada pela melhoria da infraestrutura, acho que é um somatório que vem dando resultado''.
Zé Ricardo é realidade
''Na minha visão, ele é uma realidade, dentre os bons técnicos do futebol brasileiro. Se você perguntar, ele está totalmente formado, num processo de formação porque é óbvio vem enfrentando situações as quais ele não enfrentava quando treinava as divisões de base, mas a nível de conteúdo, de metodologia de trabalho, de conhecimento, ele está preparado e se preparou para esse momento. Então, todas as demais questões, eu acredito que ele conta também com uma equipe altamente qualificada que dá o suporte que auxilia ele nessa questão da formação das outras características que um técnico tem que ter e que adquire isso com a experiência. Mas eu vejo ele sim como um dos futuros técnicos de ponta do futebol brasileiro num curto espaço de tempo''.
Zé Ricardo vira o ano como técnico ou depende do título 
''Vira, sem dúvida. Quando você consegue identificar um profissional dessa qualidade, que conhece o Flamengo, que tem conteúdo e que também se coloca como parte integrante de uma equipe multi-disciplinar e interdisciplinar, não tem porquê você modificar, já que a filosofia do Flamengo é essa''.
Flamengo vai dominar o futebol brasileiro num futuro próximo
''Olha, se tiver uma capacidade de investimento maior, é claro que a nível de mercado, vai ter uma vantagem, mas isso vai depender muito das escolhas, vai depender muito de manter essa política, não digo da austeridade, mas da responsabilidade. O Flamengo hoje tem 35% do seu orçamento destinado ao futebol. A esperança é que, com o passar dos anos, com a situação financeira mais equilibrada, reinvestimento no patrimônio, que o Flamengo consiga atingir 50%. Isso que o Profut limita em 70% ou 80%. O Flamengo trabalha com metade disso. Então, por conta justamente da oportunidade e momento de sanear o clube. Se bem gerenciado, não dá para dizer que o Flamengo vai nadar de braçada, mas se tiver uma gestão competente daqui para a frente, a possibilidade de ter equipes mais competitivas, ela óbvio que aumenta''.
Diego sobra no futebol brasileiro
''Diego não é só apenas um grande jogador tecnicamente. Ele é um grande profissional, uma surpresa altamente positiva, um dos grandes exemplos daqueles atletas que vão para a Europa e retornam. Você ter atletas como Diego, Ederson, Paolo Guerrero, eu como gestor não me limito a avaliá-lo somente pelo que ele me dá dentro de campo, mas fora dele. Exemplos positivos como comprometimento, foco, o cuidado que ele tem na parte física, clínica, o entendimento do jogo, querendo sempre estar atualizado. Isso passa um exemplo altamente positivo para os demais do elenco e facilita demais a questão da gestão do técnico e minha também''.
Reforços para 2017 e vendas de atletas
''Temos alguns jogadores no radar. A gente pretende ter uma mudança muito menor de elenco porque a gente vem se preparando para isso, mas é óbvio que o momento não é de falar sobre isso. Nós temos aí uma disputa em aberto, mas a gente vem planejando as conversas internas em relação as nossas necessidades, é o que nós projetamos para 2017 e os possíveis nomes, isso a gente já vem fazendo, mas o momento de atuar mais firmemente no mercado não é agora porque senão eu acredito que o prejuízo seria muito maior. Temos coisa grande em disputa''.
Fonte: UOL

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