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"O Flamengo me dá a oportunidade de reerguer a minha carreira." Essa frase foi dita por Réver no momento em que foi apresentado como novo reforço do Flamengo. Isso no dia 09/06/2016, há pouco menos de quatro meses. 
 
O zagueiro de 31 anos chegou ao clube Rubro-Negro, inicialmente, como uma aposta para compor o elenco, mas diante da crise que vivia o setor defensivo ganhou logo uma chance e mostrou que realmente estava no lugar certo e na hora certa para uma retomada na carreira.
 
Logo na sua estreia contra o Cruzeiro, no Mineirão, Réver foi decisivo. Firme na defesa, foi feliz no ataque ao marcar o gol que deu a vitória ao time de Zé Ricardo. De lá pra cá ganhou não só a posição de titular mas também a faixa de capitão.
 
Em entrevista exclusiva à Goal Brasil, o capitão Rubro-Negro minimizou a liderança em tão pouco tempo de clube e garantiu que não existe vaidade no grupo.
 
"A gente sempre trabalha pelo melhor desempenho, pelas conquistas pessoais e de grupo. Quando buscamos a excelência, as coisas boas acontecem naturalmente. Por ser um elenco experiente, temos muitos líderes, como o Juan, o Diego, e tantos outros. Receber a faixa é bom, claro, mas, para mim, o nosso diferencial é a união e o respeito. Não tem vaidade, queremos um Flamengo vencedor, competitivo. Então, naturalmente, todos crescem de produção, como no meu caso. Espero que continuemos assim".
 
Além de Réver, a chegada de Rafael Vaz também foi importante para o Rubro-Negro, e hoje os dois formam uma das melhores duplas de zaga do Brasil. Ao contrário dos outros, eles não tiveram tempo de se conhecer e foram obrigados a se entrosarem jogo a jogo. Réver destacou a sintonia com o companheiro de posição.
 
"A gente conversa muito, dividimos o mesmo quarto, somos amigos. Há situações que ocorrem que não há muito como explicar. A sintonia é boa. Nos entendemos muito bem e temos conseguido formar uma boa dupla e ajudado o time.
 
Não existiam dúvidas sobre a qualidade de Réver que apareceu muito bem com a camisa do Grêmio, conquistou títulos importantes pelo Atlético-MG, chegou à Seleção Brasileira e sempre se mostrou um líder em campo. Mas as graves lesões o afastaram dos gramados por um longo período e o impediram de ter sequência com a camisa do Internacional.
 
Mas desde que chegou ao Flamengo, mesmo com a sequência de jogos e os desgastes por conta das viagens, o zagueiro ainda não apresentou nenhum tipo de problema grave. Em pouco menos de quatro meses Réver esteve presente em 21 partidas, 20 pelo Brasileiro e uma pela Sul-Americana.
 
"O Centro de Excelência em Performance do clube é muito bom, com aparelhos novos. Sem contar a comissão técnica, que tem um cuidado especial com cada atleta. Isso ajuda muito.  pois, em um ano com tantas viagens, é raro um grupo ter tão poucas lesões como o nosso."
 
Com 54 pontos, o Flamengo ocupa a vice-liderança do Campeonato Brasileiro com o mesmo número de pontos do Palmeiras, que encara o Santa Cruz nesta segunda-feira(3). Sob o comando do técnico Cuca o zagueiro viveu seu melhor momento na carreira, conquistou a Taça Libertadores e se tornou ídolo no Atlético-MG.
 
Questionado sobre as diferenças entre seu ex-treinador, e o atual, Zé Ricardo, Réver destacou apenas a experiência e os classificou como bons estrategistas.
 
"São dois grandes treinadores. Um com muita bagagem, títulos no currículo e reconhecido como de ponta; e o Zé que está começando agora, porém, no meu ponto de vista, com potencial para ser um dos melhores. É difícil comparar, prefiro dizer que são bons estrategistas. Não à toa têm sido elogiados e conseguido resultados expressivos."
 
Desde que chegou ao clube, Réver não teve a oportunidade de jogar no Maracanã, ele revelou estar ansioso por isso e exaltou o que o torcedor vem fazendo nos quatro cantos do Brasil para apoiar o time Rubro-Negro e relembrou o #aerofla
 
"Olha, estamos viajando duas, três vezes por semana. Não vou mentir, preferia jogar no Maracanã, a casa do Flamengo. Estou ansioso por isso. Mas estamos prontos para atuar em qualquer lugar, e contamos com dois fatores essenciais a nosso favor: a força da camisa e a torcida. Não há lugar que a gente vá que não tenha torcedor nosso. Isso é incrível. O que eu vi no Santos Dumont antes do jogo com o Palmeiras foi marcante. E quando chegamos em São Paulo foi outra festa impressionante. Passar por isso é para poucos. Flamengo é especial"
 
E para celebrar a lua de mel que o zagueiro está vivendo com o Flamengo, ele não deixou de falar, é claro, sobre o seu maior objetivo com a camisa Rubro-Negra.
 
"Títulos, claro. O foco é esse. Ser campeão aqui seria demais, por tudo que tem acontecido. O Flamengo me deu a oportunidade de “recomeçar”; fui muito bem recebido pelo elenco, comissão e todos os outros funcionários; estou jogando em alto nível. Estou em casa. Ser campeão seria a cereja do bolo."
 
Depois do empate contra o São Paulo, no Morumbi, o Flamengo terá a semana cheia para trabalhar e só volta a campo no próximo domingo(09), para encarar o Santa Cruz, no Pacaembu, em São Paulo.
 
Fonte: Yahoo 

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