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Após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva arquivar o pedido de impugnação do Fla-Flu feita pelo Fluminense, o clube carioca criticou a decisão e disse que o órgão “se apequenou” ao voltar atrás no processo. O presidente do STJD, Ronaldo Piacente, responsável por aceitar o arquivamento solicitado pela procuradoria, disse entender a postura de revolta do Flu, mas destacou que "justiça foi feita" no caso. Em entrevista ao “Seleção SporTV”, Piacente destacou ainda que a mídia, em geral, elogiou o desfecho no tribunal.

- Eu vi. Normal, isso é comum. Quem acaba não ganhando.. é muito comum a crítica. Quando não ganha uma ação, acaba se indignando. Encaro com normalidade, sem qualquer problema, sem qualquer questão pessoal. Isso é muito comum. No geral, na imprensa, só houve elogio em relação à decisão. Entendo que foi feito Justiça. A justiça foi feita - disse. 

Derrotado por 2 a 1 no duelo, em Volta Redonda, o Fluminense reclamava que o árbitro Sandro Meira Ricci anulou o gol do zagueiro Henrique, no clássico válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, com ajuda externa das câmaras de TV, o que é proibido pela regra. Piacente destacou, no entanto, que não houve provas capazes de mostrar que, de fato, o trio de arbitragem contou com essa influência extracampo.  

- O procurador-geral Pedro Bevilacqua foi muito hábil e pediu as informações, porque ele, à parte disso, estava produzindo prova para um eventual inquérito, eventual denúncia de uma infração disciplinar. Ele solicitou a oitiva do inspetor, do quarto árbitro, do principal e do assistente. Essas provas foram obtidas, e a procuradoria, com isso, ingressa no processo e pede uma reconsideração dizendo que agora tem prova de que não houve interferência. O inspetor negou ter dito aquelas palavras (de que a TV já sabia do gol irregular). O árbitro assistente negou que ele tenha falado aquelas palavras. O árbitro assistente disse que a decisão final foi entre a conversa do trio de arbitragem. Com essa forma, não já mais o que ser feito.

Piacente destacou que a leitura labial exibida em vídeo pelo Fluminense, na qual um inspetor da CBF aparecia informando ao árbitro que a "TV já sabia do erro", não serviu como prova absoluta. Segundo o presidente do STJD, nem mesmo se fosse provada que aquela frase havia sido dita pelo inspetor, não restariam provas de que foi esta a motivação para anular o gol de Henrique. Para ele, está claro que o árbitro não foi buscar informação. 

- Como sempre, essa questão desse vídeo com essa leitura labial é uma prova relativa. Não é absoluta. Não poderia decidir com ela, porque dependeria de mais provas para saber realmente se o inspetor havia dito aquilo para o arbitro. Logo em seguida, na impressa, o inspetor negou ter dito. O que restou a mim foi aguardar a prova, duas coisas, se ele havia dito “a TV viu, a TV sabe” (...)  Mesmo que ele tenha dito, venha essa prova amanhã, “está aqui, provado, ele falou”. O inspetor vem e conserta, falou mesmo aquilo. Ai tem que ouvir o árbitro e o assistente. O que levou a mudar, foi a frase? Ele já disse que não. A partir dai, já que ele estpa falando que não, não tem mais o que fazer além de arquivar - explicou. 

O Flamengo segue com 60 pontos na tabela de classificação do Brasileiro, dono da vice-liderança – quatro a menos que o líder Palmeiras. O Rubro-Negro encara o Corinthians, neste domingo, pela 32ª rodada, no Maracanã. O Fluminense é o nono colocado, com 46, e pega o Coritiba, no mesmo dia, no Couto Pereira. 

Fonte: SporTV 

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