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O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, respondeu as declarações dos mandatários de Palmeiras, Paulo Nobre, e Fluminense, Peter Siemsen, sobre a atuação da arbitragem de Sandro Meira Ricci no duelo entre Fluminense e Flamengo, na noite de quinta-feira, em Volta Redonda. A entrevista foi dada a ESPN nesta sexta-feira.
O time tricolor teve um gol anulado após o juiz supostamente ter recebido informação externa – seria o tento de empate por 2 a 2, mas o jogo terminou com vitória rubro-negra por 2 a 1. O resultado fez a diferença de pontos entre o Palmeiras, líder do Brasileiro, cair para um em relação ao Flamengo, vice-líder (61 a 60), a oito rodadas do fim.
“Não vejo o que o Palmeiras tem a ver com isso. A ajuda que o árbitro teve foi uma ajuda interna, do bandeirinha, que é tido como um dos melhores do futebol brasileiro”, disse inicialmente Bandeira de Mello ao programa “Bate Bola na veia”.
O mandatário do Flamengo citou até o zagueiro Henrique, autor do gol anulado.
“Antes da cabeçada do Henrique, o assistente já tinha levantando a bandeira. O árbitro não pode ter ajuda melhor que essa. O que aconteceu depois, não sei. O fato é que não existe ajuda melhor do que a do bandeira. Se aconteceu alguma coisa depois, se eles discutiram, eu não posso dizer. Eu estava na cabine [do estádio de Volta Redonda]. Eu vi muito bem que após a cobrança da falta houve um impedimento, antes que a bola entrasse no gol e o bandeira já tinha levantando a bandeira”, completou, por telefone.
Após acompanhar na própria ESPN as entrevistas dos presidentes de Palmeiras e Fluminense, Bandeira de Mello esbravejou. Primeiro com a declaração de Paulo Nobre de que a arbitragem foi “escandalosa” e que “falta vergonha na cara” no futebol.
“Isso é escândalo. Vergonha na cara? Queria que ele fosse mais explícito. Gostaria que as pessoas tivessem vergonha na cara. Gostaria também que as arbitragens fossem imparciais, que o Flamengo não tivesse sido prejudicado da forma absurda que foi contra o jogo contra o São Paulo. Não gostaria que tivéssemos sido prejudicados no jogo contra o Palmeiras, que jogamos parte do primeiro tempo e todo o segundo tempo sem um cara importante que tomou dois amarelos. Não gostaria que tivéssemos sido prejudicados no último minuto contra o Santos, com um pênalti clamaroso. Não gostaria que tivéssemos sido prejudicados contra o Corinthians, que tivemos um jogador massacrado no primeiro tempo e ele nem se recuperou ainda”, esbravejou o presidente.
Depois, Mello respondeu as declarações de Peter Siemsen, que disse ter a certeza de que Sandro Meira Ricci só anulou o gol do Fluminense após receber informação externa – o que não é permitido nas regras da Fifa – e que buscará a anulação do clássico.
“Quanto ao presidente do Fluminense, não entendi sua afirmação de que ele tem certeza que houve interferência externa quando todos nós vimos que houve interferência do auxiliar. Eles querem ter direito de ter um gol ilegal. Isso é direito deles? Eles têm direitos de fazer gols ilegais?”, completou o cartola rubro-negro.
SOBROU ATÉ PARA MATTOS
Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, disse que o Palmeiras conquistou os 61 pontos que tem dentro de campo, dando a entender que outros times têm se beneficiado de decisões extra-campo. Bandeira de Mello se irritou com a declaração.
“Gosto dessas afirmativas vagas: ‘Recebi dois 3 telefones de presidentes de clubes reclamando de arbitragens contra o Flamengo?’ Poderia falar quem foi que ligou. O único erro de arbitragem a favor do Flamengo foi contra o Palmeiras, em Brasília, mas em jogo que o Flamengo perdeu. Foi o único erro reconhecido pela imprensa. Que pressão é essa contra os árbtiros que eles falam? A pressão é da torcida, da qualidade do time do Flamengo, da raça. Isso incomoda muita gente. Quem sentiu pressionado? Se alguém está se sentindo pressionado é o próprio Flamengo”, disse Bandeira de Mello.
Fonte: Espn
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