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A confirmação da 'Operação Abafa'. A coisas não são como parecem, à primeira vista, no futebol brasileiro. É necessário muito cuidado. O STJD no final da noite de ontem confirmou, aceitou abrir processo diante do pedido de anulação do Fla-Flu de Volta Redonda. A alegação foi a explícita interferência externa na arbitragem de Sandro Meira Ricci. O inspetor de arbitragem, Sérgio Santos, o avisou que não deveria validar um gol do Fluminense. Porque a tevê mostrava o impedimento. Os três pontos da vitória do Flamengo foram suspensos. Só serão devolvidos se os nove auditores não derem ganho à exigência do Fluminense, de nova partida.

Ou seja, o nefasto asterisco, que remete ao Brasileiro de 2005, do corrupto árbitros Edilson Pereira de Carvalho, volta à tabela. Ou seja, em vez de 60 pontos, quatro a menos que o líder Palmeiras, o Flamengo passa a ter 57. E apenas 30 partidas homologadas, não 31.

Mas o que parece ser uma atitude justa do STJD é, na verdade, um grande cala a boca da imprensa, dos torcedores, dos dirigentes. Com a morosidade absurda e conveniente da Justiça Desportiva, o caso só será julgado, no melhor dos prognósticos, dentro de um mês. Talvez, pode ser que demore até um pouco mais. Tempo suficiente para, muito provavelmente, o Brasileiro já estar definido. E os três pontos não tenham a importância de definir o título para o Flamengo. Ou a vaga para a Libertadores para o Fluminense.

Ou seja, ninguém mais terá o que comentar sobre a falta de credibilidade do Brasileiro. Sandro Meira Ricci que apitará alguns jogos na Índia, não deverá mais trabalhar no país em 2016. E a vida segue.

Caso a CBF tivesse interesse em justiça, faria uma petição exigindo urgência na questão. E um julgamento ainda nesta semana. Qual é a grande dificuldade? Juntar nove auditores em uma sala? Mas apressar a questão não interessa. Se a partida for mesmo anulada, como o bom senso e a justiça mandam, o Brasileiro precisaria ser paralisado. Para que novo Fla-Flu acontecesse. Seria caótico. Para todos os 20 clubes, para a Globo, dona dos direitos do Brasileiro.

A direção do Fluminense mostrou firmeza. E confirmou ontem o pedido de anulação do jogo. A leitura labial do inspetor Sérgio Santos foi definitiva. Não há como negar o que ele falou para Sandro Meira Ricci, que estava confirmando o gol em impedimento de Henrique, do Fluminense. "A TV sabe que não foi gol. A TV sabe", disse Sérgio. Ricci acatou sua ajuda. Algo completamente ilegal.

"A tabela agora terá um asterisco. O resultado é mantido, mas não se homologa até que haja uma decisão dos nove membros do Pleno do STJD. O julgamento será o mais rapidamente possível. Acredito que até a primeira quinzena de novembro esteja julgado. Ainda não posso me manifestar porque também vou julgar, mas ainda é algo prematuro. O que se precisa analisar é se houve a interferência externa. Todas as partes serão ouvidas", disse o presidente do STJD à Rádio Globo.

Sem solução, a diretoria do Flamengo garante estar tranquila. Tem certeza que o jogo será confirmado. E sua vitória por 2 a 1. Apesar do que se passou com Sandro Meira Ricci. Mas não há como negar o medo de um abatimento do time depois dessa decisão.

A decisão, lógico, interfere diretamente na Gávea. Bem ao contrário do que disse ontem, o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

"E o que o Flamengo tem a ver com isso? O Flamengo ganhou a partida no campo. O Fluminense pode fazer o que quiser. Pode até pedir a anulação do impeachment da Dilma", tentou ironizar, acreditando que o STJD não aceitaria o pedido de anulação.

O Fluminense precisa mais do que nunca a chance de somar mais três pontos. A derrota de ontem para o São Paulo o atrapalhou muito na busca de uma vaga na Libertadores de 2017.

O que vale é que a partir de agora, o asterisco voltou.

Pode ser que ninguém mais fale, questione.

Todos esperem o julgamento.

Mas a verdade silenciosa é outra.

O Brasileiro de 2016 está manchado.

Perdeu a credibilidade.

Por causa dos juízes amadores da CBF...

Fonte: R7/Cosme Rímoli

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